Crítica: 'Missão madrinha de casamento'

Não se deixe enganar: Missão madrinha de casamento é vendido como uma espécie de Se beber, não case de saias. A comparação a priori é até compreensível. O roteiro conta a história de uma moça prestes a contrair matrimônio que se vê ladeada por madrinhas bastante alvoroçadas. Duas delas, no entanto, acabam entrando em uma disputa particular pelo posto de melhor amiga da noiva.

O filme do diretor Paul Feig - um especialista em seriados para TV, como os badalados The office e Bored to death - até começa com a rebeldia e o desacato que fizeram da franquia de Todd Phillips um sucesso de bilheteria. 

O elenco é bom e há situações constrangedoramente divertidas, como a série de discursos durante o jantar oficial de noivado. Kristen Wiig, a protagonista, e sua antagonista, Rose Byrne, roubam a cena com o embate pré-nupcial.

No entanto, o clima incorreto de Missão madrinha de casamento vai dando lugar ao drama simplório e previsível. O terço final do filme destoa do resto por deixar exposto um certo didatismo conservador. 

No fim, ou na hora de jogar o buquê, o moralismo sempre vence. Ainda assim, durantes os dois terços iniciais, pode render risadas a quem o matrimônio é mais interessante como um objeto de estudo antropológico do que como aspiração futura.

Cotação: * (Regular)