Crítica: 'Tudo ficará bem' 

Em seu quarto longa metragem  o diretor dinamarquês Christoffer Boe, mais conhecido pelo seu filme Reconstrução (2003), nos conta a história de um roteirista, arquiteto ou cenógrafo que através de um  atropelamento provocado a princípio por ele mesmo, se depara com fotografias de prisioneiros de guerra árabes sendo torturados por soldados dinamarqueses com a participação "talvez" de um convocado muçulmano "talvez" imigrante. 

Junte tudo isso a uma trama paralela com sua esposa em busca desesperada de um filho para adoção e, por aí vai. 

O roteiro é um grande quebra cabeças que não se completa fazendo com que as resoluções caminhem por diversas direções.

 A história com um grande  suspense, que se fecha (?) somente no último minuto cria diversas interpretações para algo que tem inspirações bem claras em filmes como os Cults Amnésia (2000) de Christopher Nolan e Mulholand Drive  (2001)de David Lynch.

Apesar de se ter a sensação clara de já ter visto o filme é inegável não se pegar com a trama que tem um ritmo pouco usual dos filmes dinamarqueses e suecos, lembrando mais o tempo americano. 

Com uma fotografia exuberante e um desempenho magnético de Jens Albinus no papel de Jacob, o filme corre o risco se virar automaticamente um cult sobre o nosso inconsciente. Para se ver, mas sem contar o final para ninguém.

Cotação: ***