Omissão do Itamaraty diante da Aliança do Pacífico

O governo brasileiro se omite diante da criação da Aliança do Pacífico, novo bloco comercial e estratégico formada por Chile, Peru, Colômbia e México. Qual será o impacto que esse novo bloco comercial terá sobre o desenvolvimento do Mercosul; e, do ponto de vista geoestratégico como afetará o sonho de integração latino-americana? O assunto merece ser debatido em audiência pública, na Comissão de Relações Exteriores do Senado, para ouvir o chanceler Antonio Patriota.

A sugestão foi acatada pela Comissão que deverá ouvir também o ministro Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Empresários brasileiros também reclamam da falta de dinamismo do governo, quando se trata de buscar acordos para o comércio internacional. Se o governo brasileiro trata o assunto com displicência, outros países se movimentam com mais interesse. Tanto que França, Japão, Portugal, Espanha, Austrália e Nova Zelândia enviaram representantes à reunião de cúpula da Aliança do Pacífico, realizada há dias em Cali, na Colômbia.

Ao mesmo tempo, Estados Unidos e Canadá acompanham de perto o surgimento do novo bloco econômico. A Aliança também chama a atenção de vizinhos próximos, como o Uruguai, que desfruta da condição de estado observador, a mesma situação do Equador, países que participam também de outros blocos de integração latino-americana, como o Mercosul e a Unasur.