Joanna Maranhão justifica cansaço: "qualquer Michael Phelps sentiria"

Joanna Maranhão assegurou que a prova dos 200 m borboleta marcou a despedida dela dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Depois de terminar na quarta colocação a disputa na noite da última quarta-feira, a nadadora pernambucana citou o atleta com mais medalhas de ouro em Olimpíada para valorizar o cansaço acumulado por conta das quatro provas disputadas (200 m borboleta, 400 m livre, 200 m e 400 m medley) na competição no México.

"Não fui mal. Qualquer super-homem, qualquer Michael Phelps sentiria este tipo de prova. Eu continuarei treinando e acho que estou no caminho certo. Acho que saio com um saldo bastante positivo deste Pan-Americano", afirmou a nadadora brasileira, em conversa depois do término da participação nos 200 m borboleta.

A princípio, Joanna Maranhão entraria na piscina novamente nesta quinta, mas desistiu por conta da fadiga. A brasileira estava credenciada para nadar os 200 m costas, entretanto, não estará no bloco de partida por conta de lesões adquiridas nos últimos dias, principalmente na mão. "Passei o dia colocando gelo no dedo, mas não adiantou. Quero voltar a treinar o quanto antes, o mais rápido possível", destacou a atleta.

Além das dores no dedo inchado, Joanna Maranhão enfrentou uma batalha psicológica na prova desta quarta: a pressão da torcida, que não parou de apoiar a mexicana Rita Medrano, terceira colocada na distância. Apesar do cenário totalmente contrário, a brasileira não se mostrou incomodada. "Estou bem concentrada sempre, isso não atrapalha", completou.

A nadadora brasileira encerra a participação no Pan-Americano com três medalhas no total: duas de prata, nos 400 m medley e revezamento 4x200 m livre, e um bronze nos 200 m medley.