Vice, Fabiana Beltrame chora e é consolada por chefe do remo

Ciudad Guzmán (México) - Fabiana Beltrame chegou aos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara como a única atleta da história do remo brasileiro a ter sido campeã mundial, mas não conseguiu a medalha de ouro. Vice do single skiff nesta quarta-feira, ela afirmou que a forte pressão por brilhar no México não era justa e chorou, tendo de ser consolada pelo chefe de equipe Sérgio Stancza.

"Sei que muita gente estava esperando essa medalha de ouro, como eu também, mas infelizmente não veio e eu vou continuar lutando, porque eu não desisto, estou aí há 14 anos e só agora veio um título mundial", afirmou Beltrame, já com lágrimas no rosto. "Então vou continuar lutando por um título Pan-Americano e não vou parar de remar até ter esse título, pode ter certeza".

A experiente catarinense, 29 anos, buscava no México conquistar a primeira medalha de ouro brasileira na modalidade desde que os irmãos Ronaldo e Ricardo Carvalho triunfaram em Indianápolis 1987.

Questionada se o choro era motivado pela lembrança de todo o esforço em sua carreira, Beltrame confirmou: "com certeza. Quem está ao meu redor sabe disso, minha família, meus amigos. Mas estou contente, ainda mais com as palavras do Sérgio, eu estou feliz".