Técnico vê Maurren Maggi em sua melhor condição do ano para o Pan

Atual campeã olímpica do salto em distância, a brasileira Maurren Maggi desembarcou nesta quarta-feira na cidade mexicana de San Luís Potosí pronta para lutar pelo tricampeonato pan-americano em Guadalajara. Após os títulos em Winnipeg (1999) e no Rio de Janeiro (2007), o técnico da atleta, Nélio Moura, afirma não ter dúvidas de que ela chega para a disputa em sua melhor condição do ano.

Nem mesmo o mau desempenho da atleta em agosto, durante o Mundial de Atletismo de Daegu, na Coreia do Sul, faz com que ele tenha qualquer tipo de receio.

"Na verdade, o salto que ela fez na qualificação foi até acima do que eu esperava para aquele momento da preparação", diz. Na ocasião, Maurren conseguiu 6,86 m e fez a melhor marca da fase eliminatória do Mundial. Porém, na hora da final, a saltadora queimou as duas primeiras tentativas e, pressionada, cravou apenas 6,17 m na terceira, ficando fora da disputa de medalhas. Medalhista de ouro, a britânica Brittney Reese chegou ao topo do pódio com 6,82 m.

"Ela infelizmente não teve uma participação boa na prova final. Para a gente foi importante porque marcou uma posição. Ela realmente continua no mesmo nível das melhores do mundo. Foi chato por não ter acertado na final, mas por outro lado motivante porque ela chegou aqui na melhor condição do ano, não tenho dúvida", disse Moura.

De acordo com o treinador, a disputa do salto em distância e triplo em Guadalajara será bastante forte - tanto no masculino quanto no feminino.

"Particularmente nos dois saltos triplos. O feminino tenha talvez as duas melhores colocadas do ranking do mundo. Uma cubana e uma colombiana. No masculino, os dois cubanos que são medalhistas de Mundiais. Os saltos horizontais, de uma maneira geral, vão ser bastante fortes", prevê.

Moura lembra que nesse tipo de prova o atleta praticamente não sente a altitude e até pode ter um pequeno benefício por conta do ar rarefeito. Guadalajara está a 1.590 metros acima do nível do mar.

"A gente chegou estes dias aqui (em Potosí), com antecedência, mas não pensando em adaptação à altitude. Na verdade, para a gente não tem uma influência negativa, ao contrário. No momento da competição pode ter um pequeno benefício. Não é tão alto assim, mas pode melhorar um pouquinho", afirma.

Na opinião do técnico, o Brasil tem uma geração de novos atletas que poderá representar bem o País nos Jogos Olímpicos de 2016, marcados para o Rio de Janeiro.

"Particularmente nas provas de salto nós temos um grupo de atletas jovens, mas que já vem treinando há alguns anos e que poderá chegar em 2016 muito competitivo. Alguns dos que estão aqui deverão repetir seleções até lá, participar do Rio, mas acompanhados de atletas mais jovens que poderão nos fortalecer bastante", afirma.

Ele diz que é dífícil apontar nomes, mas afirma que no salto triplo masculino Jonathan Silva e Kauam Kamal podem chegar bem. "Um tem 18, outro tem 20 anos e chegarão em uma idade muito boa no Rio. E os dois tem um talento excepcional", afirma.