Sensação no Pan, Angélica assume missão de popularizar ginástica rítmica

Com três medalhas de bronze e uma de prata conquistadas no Pan-Americano de Guadalajara, Angélica Kvieczynski fez história e se tornou a única ginasta brasileira a subir quatro vezes ao pódio em uma única edição dos Jogos. A façanha a colocou como uma das sensações do torneio e criou uma exposição que ela pretende aproveitar para alavancar a ginástica rítmica no Brasil.

"Eu espero que aumente o incentivo e que as crianças experimentem mais a ginástica. Como não é um esporte tão conhecido como os outros, a gente precisa trazer resultados para que ele fique em evidência. Isso vem do nosso desempenho e é nossa responsabilidade", afirmou a paranaense de apenas 20 anos.

Destaque nas competições no México, ela lembra que o início da própria carreira não foi dos mais promissores. "Demorei três ou quatro anos para começar a competir, porque eu não era uma boa ginasta", recordou.

"A Anita, minha técnica, me forçava muito para que eu conseguisse ter a flexibilidade necessária. Eu não gostava muito disso e chorava bastante. Mas hoje dou graças a Deus por ela ter me forçado e insistido", afirmou a garota, que iniciou na modalidade aos oito anos.

Simpática e de sorriso fácil, Angélica cativou os fãs em Guadalajara. A cada apresentação no Complexo de Ginástica, o público respondia com palmas e gritos. Sempre que podia, a atleta retribuía o carinho com atenção. Após duas das provas em que conquistou medalhas, ela quebrou o protocolo e pulou uma cerca para chegar mais perto dos torcedores para distribuir autógrafos e posar para fotos.

A única coisa que desagradou a ginasta foi a avaliação dos juízes nas provas em que competiu. "Achei que minhas notas foram baixas demais para o que apresentei, principalmente na prova das bolas. Não vi a apresentação das outras atletas, mas posso dizer que eu merecia pontuações melhores, apesar de saber que os juízes são capacitados", afirmou ela, que ganhou bronze nas bolas, no arco e no individual geral, além de faturar a prata nas maças.