Recordistas, Hoyama e Thiago Pereira brilham e esquentam "briga" no Pan

Teve briga entre brasileiros no terceiro dia de disputa dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Mas foi uma disputa saudável. Os dois recordistas de medalhas brasileiras em edições do Pan, Hugo Hoyama e Thiago Pereira, conquistaram, cada um, um ouro, e contam com o resto da competição para saber quem vai terminar a competição com a melhor marca.

O mesatenista já coleciona 10 ouros em seis edições do Pan. O mais recente foi na disputa por equipes, nesta segunda-feira. A equipe brasileira, que também conta com Gustavo Tsuboi e Thiago Monteiro, ganhou a final contra os argentinos e subiu ao lugar mais alto do pódio. Além do décimo ouro, Hoyama alcançou a marca de 15 medalhas pan-americanas e disputa ainda a chave individual, com estreia marcada para esta terça-feira.

Para acirrar a briga, Thiago Pereira também levou um ouro nos 100 m costas neste dia de disputas. Com o tempo de 54s56, o atleta conseguiu a terceira vitória somente em Guadalajara - havia triunfado também nos 400 m medley e no revezamento 4x100 m livre, disputa na qual participou das eliminatórias, embora tenha ficado fora da decisão. Esse é o nono ouro de Pereira em Pans.

Ainda nas piscinas, foram conquistadas outras medalhas brasileiras no terceiro dia. Na mesma prova de Pereira, Guilherme Guido foi bronze. Outra dobradinha brasileira no pódio aconteceu na disputa dos 200 m borboleta. Leonardo de Deus ficou com o ouro e Kaio Márcio com o bronze.

No entanto, nessa disputa houve uma polêmica. Leonardo chegou em primeiro, mas a organização do Pan não queria entregar a medalha para o brasileiro alegando que havia um patrocínio irregular na touca do atleta. Depois de críticas, a decisão foi repensada e Leonardo levou o ouro.

"Tentaram tirar minha medalha. Ganhei a prova, bati na frente, isso que importa, agora vou focar na próxima para trazer mais medalhas", desabafou o competidor.

Medalhas na ginástica e Brasil avança nas quadras

Na ginástica rítmica, na categoria bola por equipes, o Brasil conquistou o segundo ouro e a quinta medalha em três dias. O quinteto formado por Dayane Amaral, Débora Falda, Luisa Matsuo, Eliane Mendonça e Drielly Daltoé fez uma apresentação de gala e, a partir daí, virou a favorita.

Foram mais dois bronzes conquistados pelo Brasil na ginástica e pela mesma atleta. A paranaense Angélica Kvieczynski foi a terceira nas categorias arco e bola. Nesse Pan, Kvieczynski já coleciona três bronzes, pois também foi terceira no individual geral. No entanto, a brasileira disse não estar contente com os resultados: "esperava mais, porque minha série de bola é muito forte. Eu estava esperando 25.000 pelo menos".

No vôlei, o duelo mais aguardado da primeira fase contra Cuba teve vitória brasileira. O jogo foi tenso e cheio de rivalidade, mas o Brasil conseguiu vencer por 3 sets 1 e ainda se classificou como líder do Grupo A. A disputa ainda serviu para "dar o troco" pela derrota na final do Pan de 2007, no Rio de Janeiro, quando o País perdeu a medalha de ouro diante de um Maracanãzinho lotado.

O Brasil também sobrou no handebol feminino. A Seleção venceu o segundo jogo com larga vantagem - o placar contra o Uruguai nesta segunda-feira foi de 43 a 15 e contra os EUA, 50 a 10, no último sábado.

Argentina cresce no Pan e mexicanos sofrem queda no ciclismo

Ainda nesta segunda, a Argentina conseguiu as primeiras medalhas de ouro no Pan, nas disputas de remo. Foram três ouros nas categorias dois sem timoneiro, skiff duplo e quatro sem timoneiro. O Brasil não conseguiu nenhum pódio na modalidade.

Os brasileiros também não se destacaram no ciclismo de pista, saindo nas eliminatórias e ficando em sexto. A prova foi marcada pelo tombo do atleta mexicano Edibaldo Maldonado que se desequilibrou e caiu feio na pista do velódromo. Logo em seguida ele foi "atropelado" por um companheiro e precisou de atendimento médico. Com o resultado, o time da casa não marcou tempo válido e teve de correr novamente no final.