Bolsonaro diz que acordo do TSE com WhatsApp 'não será cumprido'

Para o presidente, que participou de motociata com cerca de 4 mil pessoas, nesta sexta, em São Paulo, o Whatsapp não pôr em prática sua nova política de distribuição de mensagens antes das eleições no Brasil - o que ajudaria sua campanha - é 'censura e discriminação'; 'inaceitável e inadmissível', reiterou

Foto: Isaac Fontana
Credit...Foto: Isaac Fontana

Durante uma motociata em São Paulo, nesta sexta (15) o presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou a decisão do WhatsApp de implementar novos recursos no Brasil somente após as eleições de outubro.

O mandatário parou no meio do evento e disse para apoiadores que o acordo entre o aplicativo e o TSE  "não será cumprido". O adiamento da atualização é fruto de um compromisso da empresa com a Justiça Eleitoral.

"[...] E já adianto: isso que o WhatsApp está fazendo no mundo todo, sem problema. Agora, abrir uma excepcionalidade para o Brasil, isso é inadmissível, inaceitável, e não vai ser cumprido, este acordo que por ventura eles realmente tenham feito com o Brasil, com informações que eu tenho até o presente momento", declarou.

Em sua visão, o pacto entre a plataforma e o tribunal é "censura e discriminação".

"O WhatsApp passa a ter uma nova política para o mundo, mas uma especial para o Brasil. Censura, discriminação, isso não existe. Ninguém tira o direito de vocês, nem por lei, quem dirá por um acordo", afirmou.

Na quinta-feira (14), o aplicativo anunciou que vai lançar uma nova funcionalidade, chamada "Comunidades", em 2023. O recurso vai possibilitar que administradores reúnam diferentes grupos em um só lugar, ampliando o alcance de mensagens.

Em fase de testes, a ferramenta pode facilitar a circulação de notícias falsas. Atualmente, os grupos de WhatsApp podem ter no máximo 256 integrantes, e cada publicação pode ser compartilhada até cinco vezes por cada usuário.

A circulação em massa de mensagens com conteúdos falsos, especialmente em ambientes fechados, como o do aplicativo, foi apontada como uma ameaça às eleições de 2018, o que levou autoridades a se mobilizarem para evitar o mesmo cenário este ano.

A Folha de S. Paulo publicou que 3.703 registros foram observados no pedágio que corta a avenida onde aconteceu a motociata desta tarde. (com agência Sputnik Brasil)

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