Sem máscara, Bolsonaro causa aglomeração ao cumprimentar curiosos no Suriname

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Sem máscara e em meio a um aumento de casos de covid-19 no mundo devido ao espalhamento da variante Ômicron, o presidente Jair Bolsonaro causou nesta quinta-feira, 20, aglomeração ao cumprimentar apoiadores no Suriname. O chefe do Executivo chegou hoje ao país vizinho para uma rodada de conversas com autoridades locais e da Guiana sobre cooperação econômica.

“Presidente Bolsonaro é recebido por brasileiros no Suriname. Carinho que ultrapassa fronteiras”, escreveu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do presidente, na legenda de um vídeo publicado por ele no aplicativo de mensagens Telegram. Nas imagens, Bolsonaro acena aos apoiadores, aperta a mão de algumas pessoas e é chamado de “mito”.

Um dia antes da viagem, em mais uma declaração negacionista na pandemia, o presidente afirmou que a melhor vacina que pode haver contra a covid-19 é a própria contaminação. “Para que eu vou tomar vacina se já peguei covid?”, disse, em entrevista à rádio Jovem Pan.

Neste mês, Bolsonaro chegou a sugerir que a Ômicron, variante do coronavírus que tem gerado um aumento de infecções e da procura por testes de covid-19 no Brasil, é “bem-vinda” e pode sinalizar o fim da pandemia. A Organização Mundial da Saúde (OMS), contudo, alertou que ainda é cedo para tratar a covid-19 como uma doença endêmica, apesar de a nova cepa aparentemente causar casos menos graves da doença.

Ontem, o Brasil registrou 205.310 casos de covid-19, o mais alto número desde o início da pandemia, há dois anos. A média móvel de infecções também saltou ao maior patamar da série - 100.322, número 487% superior ao de duas semanas atrás.

Bolsonaro chegou hoje ao Aeroporto Internacional de Paramaribo-Zanderij, na capital do Suriname, por volta das 12h30 (pelo horário de Brasília). Ao desembarcar, o chefe do Executivo brasileiro usava máscara. Posteriormente, antes de entrar no Palácio Presidencial do país vizinho, posou para uma foto, desta vez já sem máscara, ao lado do presidente Chandrikapersad Santokhi. O surinamês, também sem máscara, tentou cumprimentar Bolsonaro com o cotovelo, mas o presidente fez questão de apertar a mão do líder estrangeiro.

Antes de retornar a Brasília, o chefe do Executivo seguirá, nesta sexta-feira, 21, para a Guiana. As reuniões com autoridades locais têm como foco a cooperação econômica, especialmente devido à descoberta recente de reservas de hidrocarbonetos nos países vizinhos. (Iander Porcella/Agência Estado)


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