'Bolsonarismo sem Bolsonaro': Freixo diz que candidatura de Moro prejudica 3ª via nas eleições

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Para o deputado federal, Moro atrapalha a existência de uma terceira via e já deixou claro sua ideologia quando foi juiz e agiu de forma "parcial". Freixo também confirmou que será candidato ao governo do estado do Rio de Janeiro em 2022.

"Não acho que Moro seja uma terceira via. Ele, inclusive, a inviabiliza, atrapalha demais e pode tornar inviável qualquer candidato da terceira via. [...] A candidatura do Moro é uma tentativa de ter todo o bolsonarismo sem Bolsonaro", afirmou Freixo, em entrevista a Pedro Bial, nessa quinta (2).

Na visão do deputado federal, líder da minoria na Câmara dos Deputados, a trajetória de Moro como juiz foi "parcial" e afetou negativamente a Justiça brasileira.

"[Moro] fez muito mal ao Judiciário. Um juiz que foi parcial, influenciou numa eleição de maneira indevida, se beneficiou disso, virou ministro e depois candidato. Às vezes a gente fica procurando experiências autoritárias em países vizinhos e essas experiências estão muito mais perto do que imaginamos."

Em junho, Freixo deixou o Psol e seguiu para o PSB. Na época, o parlamentar disse que via no novo partido uma chance de derrotar o bolsonarismo com uma frente mais ampla, conforme noticiado.

Indagado se apoiará com o PSB a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Freixo disse que sim, desde que Lula concorde em realizar "amplas" alianças.

"O PSB provavelmente estará no palanque de Lula. Esse debate está sendo feito e a gente espera que esse palanque seja amplo, que dialogue com temas que estamos dizendo que são fundamentais do século XXI", disse.

No entanto, o parlamentar aproveitou para fazer uma pequena análise sobre o possível vice de Lula – que tem sido ventilado na imprensa nas últimas semanas – o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.
"Lula é o palanque que a gente tende a estar, mas o [Geraldo] Alckmin tem situação diferente."

Se o ex-governador, que está de saída do PSDB, poderia migrar para o PSB, Freixo não vê a suposta filiação como "um quadro natural", mas que seria considerado caso sua entrada na legenda possibilite "uma aliança mais ampla".

"Alckmin não é um quadro que viria naturalmente para o PSB. Ele é um gesto do partido para possibilitar uma aliança mais ampla e precisa ser reconhecido assim: com o PSB abrindo mão de seus quadros para trazer alguém que dialogue com setores que seriam decisivos para vencer a eleição e, também, para governar com mais segurança", declarou.

Por fim, o deputado confirmou que será candidato ao governo do estado do Rio de Janeiro nas próximas eleições, e que o faz "por amor ao estado" e "para o salvar das milícias que estão acabando com a região". (com agência Sputnik Brasil)

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