Aziz: Eduardo Bolsonaro deve ser tratado como qualquer deputado, não como filho do presidente

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Foto: Agência Senado / Leopoldo Silva
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O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), acusou o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) de divulgar notícias falsas sobre ele e os senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Segundo Aziz, o filho 03 teria divulgado informações segundo as quais os três senadores poderiam ser presos por vazarem informações sigilosas da CPI. Aziz afirmou que Eduardo Bolsonaro pode acabar tendo o mesmo destino de Daniel Silveira (PSL-RJ), preso por atacar e ameaçar os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

“É uma brincadeira que alguém coloca, e o filho do presidente, Eduardo Bolsonaro, coloca lá no seu Twitter. O que aconteceu com o deputado Silveira pode acontecer com o deputado Eduardo Bolsonaro. O Ministro Alexandre de Moraes manda prender o Silveira”, afirmou Aziz.

“Tem que prender o Eduardo Bolsonaro também, porque é fake news. Nós não podemos tratar diferente. Ou ele está confiando no papai? Nós não podemos tratar diferentemente. Ou ele está confiando no papai? Deve estar confiando no pai para poder continuar tendo essas atitudes imaturas, irracionais, que não levam a lugar nenhum.”

Para Aziz, Eduardo Bolsonaro não deve ter tratamento diferenciado de Silveira. “Da mesma forma que um Deputado já foi preso por fake news, o deputado Eduardo Bolsonaro, que coincidentemente é filho do presidente da República, não pode ficar impune, achando, porque é filho do pai, que manda no Brasil, que é filho do Presidente, pode fazer. Então, Eduardo Bolsonaro, o teu destino não será diferente de outros Deputados que estão aí querendo dar golpe, querendo fazer retrocesso.”

Aziz defendeu ainda o arquivamento do pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro, e pediu ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), tome essa decisão rapidamente. “É lógico que nós vivemos um momento em que, quando você fecha uma ferida, é mais rápido sarar as especulações”, afirmou. A posição também foi defendida pelo senador Randolfe Rodrigues.(Anne Warth/Agência Estado)