Rodrigo Pacheco: 'as coisas não estão bem, é preciso melhorar a situação com diálogo'

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Agência Senado
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O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), avaliou que a situação entre os Poderes “não vai bem” e rebateu os ataques do presidente Jair Bolsonaro ao Judiciário. Em sua avaliação, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, fez um pronunciamento “importante” contra o chefe do Executivo, na quinta-feira (5). “Nem o presidente da República nem qualquer cidadão pode agredir a Suprema Corte do País”.

Em entrevista a GloboNews nessa sexta-feira (6), Pacheco prestou apoio à Corte, mas insistiu que os Poderes devem apostar no diálogo para "melhorar a situação”. Segundo o senador, as críticas, tanto a Bolsonaro quanto ao STF, devem ser analisadas e, diante disso, buscar uma convergência para reforçar o aspecto de independência e convivência harmônica entre os Poderes. Pacheco diz que não repudia as críticas feitas pelo chefe do Executivo, mas sim as agressões e ironias que, em sua visão, “não cabem numa relação que deve ser institucional”.

Apesar de apostar no diálogo como forma de apaziguamento, Pacheco diz que concordou com o pronunciamento de Fux mas que, uma hora ou outra, “todos precisarão sentar à mesa" e o STF “haverá de encontrar uma solução”. O presidente do Senado, então, colocou a Casa para ser um ponto de pacificação. “Não fecho a porta para diálogo nenhum”. Segundo Pacheco, ele já conversou com Fux e com o procurador-geral da República, Augusto Aras.

“Vivemos uma crise perene já há algum tempo, nós temos buscado conter essa crise, sempre conversando", reforçou o pedido de diálogo. Segundo ele, “essas respostas do poder Legislativo ajudaram a virar essa página que estamos vivendo nessa crise institucional”.

Contra os ataques de Bolsonaro aos Poderes e instituições, Pacheco classificou como “grave” a declaração do chefe do Executivo de jogar “fora das quatro linhas da Constituição”. “Temos que ser fiéis a Constituição”, ponderou, emendando que deve ser feita uma análise sobre qual a razão do descontentamento do presidente para remediar com uma ação. “Qualquer ameaça mínima ao Estado de Direito será rechaçada pelo Senado”.

Mas, insistiu: “Não podemos nos pegar na gravidade dessas falas para interromper o diálogo”.(Agência Estado)