Bolsonaro levado às pressas a São Paulo para possível cirurgia d emergência

Presidente tem obstrução intestival e está sedado

 Reuters/Adriano Machado
Credit... Reuters/Adriano Machado

O presidente Jair Bolsonaro foi diagnosticado com um quadro de obstrução intestinal e deve ser transferido para São Paulo para que os médicos avaliem a necessidade de uma cirurgia de emergência, informou a Secretaria de Comunicação da Presidência da República nesta quarta-feira (14).

A nota oficial revela que a obstrução intestinal foi identificada pelo cirurgião gástrico Antonio Luiz Macedo, que presta atendimento ao presidente desde o ataque a faca sofrido às vésperas das eleições de 2018.

O especialista foi chamado a Brasília em razão da internação do líder brasileiro. Até o momento, não há informações se a transferência será realizada hoje.

"Após exames realizados no HFA, em Brasília, o dr. Macedo, médico responsável pelas cirurgias no abdômen do presidente da República, decorrentes do atentado a faca ocorrido em 2018, constatou uma obstrução intestinal e resolveu levá-lo para São Paulo onde fará exames complementares para definição da necessidade, ou não, de uma cirurgia de emergência", diz o Ministério das Comunicações.

Bolsonaro deu entrada no Hospital das Forças Armadas na madrugada desta quarta com dores abdominais e foi internado para fazer exames.

Mais cedo, o comunicado oficial afirmava que, por orientação médica, o presidente ficaria sob observação, no período de 24 a 48 horas, não necessariamente no hospital. Além disso, foi ressaltado que Bolsonaro estava animado e passava bem.

Há mais de 10 dias, Bolsonaro vinha reclamando publicamente de estar com soluços constantes, mas estava mantendo sua agenda de viagens e eventos públicos com apoiadores. Também havia dito a um grupo de bolsonaristas que passaria por uma nova cirurgia para corrigir uma hérnia, ainda resultado da facada sofrida em setembro de 2018, mas sem data marcada.

Desde o atentado, Bolsonaro já foi submetido a quatro cirurgias em São Paulo, todas lideradas por Macedo no hospital Vila Nova Star, na capital paulista. O último procedimento ocorreu em setembro de 2019 para corrigir uma hérnia surgida na área das primeiras intervenções.(com agência Ansa)