Bolsonaro critica Argentina ao assumir presidência do Mercosul

Presidente ainda mentiu sobre situação da pandemia no país

Foto: Epa
Credit...Foto: Epa

O Brasil assumiu nessa quinta-feira (8) a presidência rotativa do Mercosul e Jair Bolsonaro fez um discurso em que criticou a liderança anterior, feita pelo argentino, Alberto Fernández. Além disso, o mandatário mentiu ao dizer que o país já retomou as atividades de maneira "plena" após a pandemia de Covid-19.

"O semestre que se encerrou deixou de corresponder às expectativas e necessidades de modernização do Mercosul. Devíamos ter apresentado resultados concretos nos dois temas que mais mobilizaram nossos esforços recentes: a revisão da tarifa externa comum e a adoção de flexibilidades para as negociações de acordos comerciais com parceiros externos", disse criticando o argentino.

Bolsonaro ainda afirmou que seu governo tem "sede por resultados" e que "precisamos lançar novas negociações e concluirmos os acordos comerciais pendentes, ao mesmo tempo em que trabalhamos para reduzir tarifas e eliminar outros entraves ao fluxo comercial entre nós e com o mundo em geral".

"A persistência de impasses, o uso da regra do consenso como instrumento do veto e o apego a visões arcaicas de viés defensivo terão um único efeito de consolidar sentimento de ceticismo e dúvida quanto ao verdadeiro potencial dinamizador do Mercosul", acrescentou.

Sobre a pandemia de Covid-19, Bolsonaro mentiu em seu discurso sobre a atual situação da crise sanitária.

"Meu governo está empenhado em garantir rápida e plena recuperação da economia neste momento de intensificação da imunização em massa. Os brasileiros voltam a estudar e trabalhar em plena segurança. A viver, enfim, em condições de plena normalidade", afirmou aos presidentes da Argentina, Paraguai e Uruguai.

No entanto, muitas cidades brasileiras ainda não conseguiram retomar as aulas de maneira integral, além dos constantes problemas de falta de vacinas, que atrapalham o avanço da campanha de imunização.

Além disso, conforme os dados do último boletim do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o país tem uma média de 1.594 óbitos por dia, uma das mais altas do mundo, e de 50,2 mil casos diários - também entre os mais elevados. (com agência Ansa)