Presidente da CPI diz que Queiroga 'fala, mas ninguém ouve' e que ministro discursa 'para o deserto'

Presidente da CPI diz que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, não consegue estabelecer diálogo livre com o governo e que o Ministério da Saúde acabou virando um "puxadinho do Palácio do Planalto"

Foto: Agência Senado / Leopoldo Silva
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O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), afirmou nesta quinta-feir (3) que as recomendações do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, são ignoradas pelo governo federal, e que Queiroga "discursa para o deserto".

"Ele [Queiroga] fala, mas ninguém ouve. O governo não ouve o ministro. Isso tem acontecido até na montagem da equipe dele. Ele tenta levar uma profissional preparada, formada nessa área e ela [Luana Araújo] nos diz lá [na CPI] que não tem ninguém desta área no ministério hoje, da área de infectologia", disse Aziz.

Ao se referir a Luana Araújo, o presidente da CPI quis ilustrar um caso que demonstra o fato de o governo não dar ouvido a especialistas na área da saúde, já que Araújo foi demitida dez dias após sua nomeação no Ministério da Saúde.

"É muito complicado para o ministro tocar aquilo que é necessário para o Brasil", afirmou Aziz, complementando que o Ministério da Saúde acabou virando um "puxadinho do Palácio do Planalto".

O parlamentar ainda rechaçou as críticas que têm sofrido de que estaria torcendo contra o governo do presidente, Jair Bolsonaro.

"Eu queria tanto que o presidente, ao invés de fazer brincadeiras naquele cercadinho, ofender jornalista, ofender político, ofender todo mundo, que ele dissesse que comprou 50 milhões de vacinas", declarou Aziz. (com agência Sputnik Brasil)