Chamado de genocida, Bolsonaro pede aprovação de reformas em mensagem ao Congresso Nacional

Foto: Reuters/Adriano Machado
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Deputados da oposição vaiaram o presidente Jair Bolsonaro nesta quarta-feira, quando ele se dirigiu a uma sessão conjunta do Congresso para definir suas prioridades legislativas para o ano.

Bolsonaro, que enfrenta críticas por lidar com o segundo surto mais letal de covid-19 do mundo, disse que seu governo reservou fundos suficientes para vacinar os brasileiros e que o país imediatamente vai comprar vacinas aprovadas pela Anvisa.

A privatização de empresas estatais, a independência do Banco Central e as reformas administrativa e tributária são as prioridades de seu governo, disse ele ao Congresso.

Bolsonaro também incluiu em suas metas um projeto de reforma do “pacto federativo”, que visa a renovar os laços de financiamento entre os governos federal e estaduais.

Sua agenda tem boas chances de aprovação depois que seus aliados assumiram o controle do Congresso na segunda-feira, nas eleições para os presidentes de ambas as casas do parlamento.

Mas quando ele começou seu discurso, os oponentes importunaram o presidente. Ele respondeu: “Nos vemos em 2022”, em referência à eleição presidencial do próximo ano, quando ele planeja buscar um segundo mandato.

Arthur Lira, recém-eleito presidente da Câmara e membro do Partido Progressista de direita, disse que o país precisa de medidas emergenciais para ajudar os brasileiros atingidos pela pandemia, ao mesmo tempo em que observa a responsabilidade fiscal nos gastos do governo.

Os auxílios pagos no ano passado aos brasileiros que perderam seus meios de subsistência na pandemia aumentaram a popularidade do Bolsonaro, mas custaram ao Tesouro mais de 322 bilhões de reais, um fardo que empurrou as finanças do governo para o vermelho.

O programa de assistência terminou em 31 de dezembro e os deputados estão procurando maneiras de estendê-lo.

O recém-eleito presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, do partido Democrata, de centro-direita, disse que os dois líderes se reunirão com a equipe econômica de Bolsonaro para encontrar uma maneira de ajudar os necessitados sem quebrar o limite obrigatório de gastos. (com agência Reuters)