'Oportunistas': Doria diz que Bolsonaro mente ao assumir mérito por vinda de insumos da China

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O governador de São Paulo, João Doria, disse nesta segunda-feira (25) que o presidente Jair Bolsonaro mente ao assumir mérito por liberação de insumos para fabricação das vacinas contra a covid-19.

Por meio do Twitter, Doria afirmou que o processo de negociação com a China para liberação dos IFAs (ingredientes farmacêuticos ativos), essenciais para a produção da CoronaVac e da vacina de Oxford, tinham sido feitos pelo Instituto Butantan e o governo de São Paulo.

Em outra publicação, Doria disse que os integrantes do governo federal eram "engenheiros de obras prontas".

"Sem parasitismo dos negacionistas e oportunistas. Até aqui só atrapalharam nosso trabalho em prol da ciência e da vida. São engenheiros de obra pronta. Vergonha!", escreveu o governador.

Mais cedo, por meio das redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro disse que os insumos para a fabricação, no Butantan, da CoronaVac, imunizante desenvolvido pelo laboratório chinês Sinovac, chegarão "nos próximos dias" ao Brasil. De acordo com o presidente, 5.400 litros do componente estariam prontos para ser enviados ao Brasil.

Além disso, também estaria sendo acertada a liberação de mais insumos para a produção da vacina de Oxford, que também depende dos IFAs trazidos da China para ser fabricada pela Fiocruz.

O embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, respondeu à publicação de Bolsonaro, afirmando que o país asitático estava "junto com o Brasil na luta contra a pandemia".

Pelo Twitter, João Doria anunciou que se encontrará nesta terça-feira (26) com o embaixador e, em seguida, será anunciada a logística de importação dos insumos para a produção da CoronaVac.

A questão da liberação dos insumos por parte da China estava sendo discutida há semanas. Na última terça-feira a Fiocruz disse que, devido ao atraso da chegada dos IFAs, só conseguiria entregar os primeiros lotes da vacina de Oxford em março.

Em relação à CoronaVac, a Anvisa aprovou, inicialmente, o uso emergencial de seis milhões de doses. Depois, a agência autorizou a aplicação de mais 4,8 milhões de doses. Além dos dois lotes, o Brasil recebeu uma carga com dois milhões de doses da vacina de Oxford vinda da Índia. (com agência Sputnik Brasil)



João Doria, governador de São Paulo, participa de entrevista coletiva após aplicação da primeira dose da vacida CoronaVac
João Doria