Somos capazes?

'O trabalho continua'
                                  Jean-Jacques Servan-Schreiber (1991)

 

Culto à personalidade, aprofundado no século XIX e expandido ao século XXI, pretende criar, e manter, realidade efetiva.

Freud diz que o líder personalista promete o conforto e a segurança de vida resolvida e decidida, sem maiores esforços. Concretamente, a resultante psíquica de tal processo de convencimento é o sentimento de dívida permanente das pessoas envolvidas.

Mobilizar pessoas e inspirar o compartilhamento de anseios e necessidades implica a formação de uma malha de vínculos.

Nos dias que correm, o movimento contínuo da busca de realização do projeto em comum em qualquer organização vai compondo a sua existência através de uma produção incessante e imprevisível de necessidades simultâneas que se alteram seguidamente.

Há relação de interdependência entre potência criativa em direção a futuro satisfatório e contexto cultural onde está inserido.
O poder possibilita e cria os contextos organizados para ação. Enquanto relação, é o que constrói os vínculos que dão origem à maior ou menor tendência a alocar esforços e inteligência para remover barreiras e promover a coordenação com foco em resultados.

Somos capazes, nesse ano eleitoral, de pensar estrategicamente nossa complexa realidade, sem viés lulista ou bolsonarista?

Engenheiro, é autor de "Por Inteiro" (Multifoco, 2019)

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