Plenitude de vida

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O desenvolvimento do espírito crítico, a prevalência da mentalidade técnica, a implantação do individualismo inscrevem-se na lógica corrente da modernidade, que nos dias que correm em grande parte comanda a organização social.

Uma coisa será, via de consequência, o exercício de uma profissão, a investigação científica, o êxito nos negócios, a organização política, o mundo da cultura e do lazer, ou mesmo a própria vida afetiva; outra, o mundo da fé, da religião.

Dualismo que se apresenta com força porque coerente com rigoroso princípio da vida econômica ou profissional. Ora, uma fé que apenas inspira alguns minutos da vida, ou alguns setores limitados, já não tem conteúdo, torna-se insignificante.

"Plenitude de vida vai além das dimensões de existência terrena, é a participação da própria vida de Deus", disse João Paulo II.

Por suas implicações afetivas, o núcleo familiar se torna o instrumento mais eficaz para a transmissão de valores, critérios e convenções que concretamente se imprimem em cada um dos membros, dos quais, por seu turno, se faz transmissor.

Seja qual for a situação humana em que o mistério se manifesta, esse acontecimento se torna experiência de graça quando sabemos que estamos recebendo uma dádiva, que esse momento não se explica pela ação ou por esforço próprio.

Ser humano é ser com os outros, não apenas no presente, mas na maneira como está presente em cada ser humano o passado e o futuro da humanidade; só existe na trama da história, com que se vê confrontado na linguagem e na comunicação.

Engenheiro, é autor de "Por Inteiro" (Multifoco, 2019)

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