Decisão restabelece o estado de direito, diz PT

Após o desembargador Rogério Favreto, do TRF-4, acatar pedido de habeas corpus para a libertação do ex-presidente Lula, o Partido dos Trabalhadores (PT) emitiu, em seu site, uma nota comemorando a decisão judicial e exigindo seu cumprimento.  O documento, assinado pela presidente nacional do partido, Gleisi Hoffman, destaca que a deliberação de Favreto “restabelece o estado de direito, tantas vezes violado (pelo juiz) Sergio Moro e pela 8ª Turma daquele tribunal”.

O texto destaca ainda a importância do cumprimento da determinação judicial para que o ex-presidente concorra à eleição para o Palácio do Planalto, em novembro deste ano. 

“É o reconhecimento de que Lula não poderia ter sido preso sem crime nem provas, pela simples vontade de juízes parciais como aconteceu”, destaca trecho do documento.

O descumprimento da determinação do desembargador Favreto, do TRF-4,  ainda pela manhã, foi classificada pelos dirigentes do partido como “inconcebível”, já que o juiz Sérgio Moro é de instância inferior à de Favreto. A decisão do relator da Lava-Jato, desembargador João Pedro Gebran, do TRF-4, para que Lula fosse mantido preso também foi duramente criticada e chamada de “chicana”, conduzida por Moro e parceiros. 

Após a decisão do presidente do TRF-4, desembargador Th ompson Flores decidir que Lula deveria permanecer preso, a direção do partido publicou um segundo comunicado. Nele, afi rma que Moro, Th ompson, Gebran e os delegados de plantão na Polícia Federal em Curitiba “são todos cúmplices num ato de desobediência a ordem judicial, seguida de uma decisão arbitrária do relator Gebran, sem qualquer fundamento legal ou processual”. 

Um dos documentos reafirmou, ainda, que Lula é inocente diante das acusações feitas pela Lava-Jato. Negando que ele seja o dono do tríplex do Guarujá, e também o recebimento de  propinas, e a participação em desvios na Petrobrás e que “a sociedade tem o direito de saber, pela voz do próprio Lula, suas propostas para tirar o Brasil dessa imensa crise”.