Magno Malta aceita ser vice de Bolsonaro

Em meio às negociações para formação de chapas, o senador Magno Malta (PR-ES) informou ontem, por meio de sua assessoria, que, se for positivo para o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), ele aceitará o convite para ser vice na chapa do presidenciável. O senador, entretanto, só pretende dar uma resposta definitiva a Bolsonaro nos últimos dias do prazo – final de julho  – para que sejam realizadas as convenções.

Por meio de sua assessoria, Malta avisou também que a direção do PR já lhe deu liberdade para decidir sobre a aliança entre os dois partidos. Neste caso, o PSL seria o cabeça de chapa  com a candidatura a presidente de Bolsonaro e o PR entraria na aliança representado pelo senador capixaba como vice. Independentemente de estar formalmente aliado ao deputado, Malta diz, ainda, que trabalha politicamente pela eleição de parlamentares que defendam as mesmas causas do pré-candidato. Se não entrar na disputa na chapa de Bolsonaro, o senador poderia, segundo seus aliados, optar por disputar sua reeleição no estado.

A intenção de Magno Malta, ainda de acordo com seus aliados, é garantir uma base de apoio a Bolsonaro no Congresso, caso ele seja eleito.  

Racismo

Em visita a Fortaleza, Jair Bolsonaro, disse que no Brasil não existe racismo. “Aqui no Brasil não existe isso de racismo, tanto é que meu sogro é Paulo Negão e quando eu vi a filha dele não queria saber quem era o pai dela”, afirmou ele, durante evento em hotel na praia de Iracema.

A afirmação foi feita no mesmo dia em que a Procuradora-geral da República, Raquel Dodge, defendeu o recebimento da denúncia no STF contra Bolsonaro por racismo contra quilombolas, indígenas, refugiados, mulheres e LGBTs.

A denúncia narra que em uma palestra no Clube Hebraica do Rio de Janeiro, em abril de 2017, o deputado, em pouco mais de uma hora de discurso, “usou expressões de cunho discriminatório, incitando o ódio e atingindo diretamente vários grupos sociais”