Crise em quatro patas: diante de postos sem combustível, solução é andar a cavalo

Greve dos caminhoneiros cria cenas inusitadas no Rio. Mercados e feiras tiveram movimento reduzido

A greve dos caminhoneiros mudou a rotina e a cara do Rio de Janeiro neste domingo (27). Na Zona Sul, o posto de combustíveis na orla de Copacabana só prestou para o descanso do cavalo. Carros, nem pelo retrovisor. Apesar do dia de sol, as praças e praias ficaram vazias, assim como os mercados, onde a alta de preço dos poucos produtos disponíveis nas gôndolas azedou as compras dos cariocas.

Os preços das hortaliças mais que dobraram e frutas como banana, por exemplo, eram comercializadas com o preço quase três vezes maior. Na feira da Rua da Glória, barracas nem chegaram a ser armadas, havia poucos compradores e preços altos. Dúzia de ovos a R$ 15, alface a R$ 12 e agrião a R$ 10.