Encontrada primeira vítima fatal de prédio que desabou em São Paulo

O Corpo de Bombeiros localizou nesta sexta-feira (4), em meio aos escombros, a primeira vítima fatal do desabamento de um prédio de 24 andares, afetado por um enorme incêndio no centro de São Paulo esta semana.

Trata-se de "um homem com diversas tatuagens no corpo e foi localizado com o cinto de segurança utilizado durante a tentativa de salvamento", informou a corporação em sua conta no Twitter.

Uma cadela chamada "Vasty", treinada para tarefas de resgate, guiou os bombeiros entre os escombros até o local onde o corpo estava, detalharam.

Ao menos outras cinco pessoas continuam desaparecidas sob as ruínas deste prédio que era ocupado por sem-teto, segundo o portal de notícias G1.

Embora ainda não tenha sido identificado, tudo aponta que o corpo encontrado seja de Ricardo Pinheiro, o morador que caiu juntamente com o prédio em colapso a poucos segundos de ser resgatado pelos bombeiros.

Um cinegrafista registrou o momento dramático em que, prestes a conseguirem tirar o homem, o edifício desabou, devorado pelas chamas - imagens que causaram grande impacto.

As primeiras investigações indicam que um curto-circuito no quinto andar pode ter originado as chamas que, na madrugada de terça-feira, consumiram o edifício.

De acordo com uma afirmação feita na quinta-feira pelo do secretário de Segurança Pública de São Paulo, Mágino Alves, o incêndio pode ter começado após um curto-circuito em uma tomada que tinha conectados televisão, micro-ondas e geladeira.

Outros 45 moradores registrados no edifício ainda não se apresentaram, disseram os bombeiros, que não têm certeza se estiveram no prédio naquela noite.

Nos anos 1980, este edifício chegou a ser sede da Polícia Federal, mas entrou em decadência a partir de 2001.

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