43 moradores do prédio que caiu ainda não foram localizados

Até 20h30, 43 moradores do prédio que desabou após incêndio na madrugada desta terça-feira, 1º, no Largo do Paissandu, em São Paulo, ainda não foram localizados. Eles não são considerados desaparecidos porque não há confirmação de que estavam no local no momento do desabamento. 

Os trabalhos dos bombeiros se estenderão pela madrugada no centro de São Paulo em uma atividade de resfriamento doa escombros. Ainda é intensa a quantidade de fumaça branca, que os bombeiros afirmam ser vapor d'água, que sai dos escombros. Cem homens manterão as atividades durante a madrugada desta quarta-feira, 2.

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O desmoronamento

Um incêndio de grandes proporções seguido de desabamento atingiu o prédio de mais de 20 andares na madrugada desta terça-feira (1º). Um edifício vizinho também pegou fogo nos três primeiros andares. A Igreja Evangélica Luterana, que fica ao lado do prédio em chamas, também pegou fogo e parte da estrutura desabou. 

O presidente Michel Temer, que foi passar o feriado do Dia do Trabalho em sua residência na capital paulista, fez uma rápida passagem pelo local do incêndio. Recebido com gritos por pessoas que acompanham os trabalhos, ele deixou o local após breve fala para a imprensa. Temer destacou que o governo vai garantir assistência aos atingidos pelo desastre e confirmou que o prédio desabado é da União.

O Prefeito de São Paulo Bruno Covas ressaltou em conversa com a imprensa no final da manhã que o governo do Estado já disse que vai colaborar com o aluguel social, e que as pessoas devem ser encaminhadas a centros de acolhida para passar o dia de hoje. "A gente espera que esse recurso do governo do Estado possa ser liberado o mais rápido possível para que a gente possa entregar esse aluguel social". 

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Bruno Covas frisou ainda que a Prefeitura estava acompanhando a situação do edifício que desabou, e que hoje tem um levantamento de quem morava no loca. De acordo com ele, às 16h, deve ser divulgada a organização do trânsito e os espaços que devem ser desocupados para o trabalho dos Bombeiros na remoção dos escombros. 

A Prefeitura solicita que donativos para as famílias sejam levados para a Cruz Vermelha Internacional, localizada na Rua Moreira Guimarães, 699, Indianópolis.

O governador de São Paulo, Márcio França, também esteve no local para acompanhar o trabalho de resgate. 

O prédio que desabou tinha mais de 20 andares e era uma antiga instalação da Polícia Federal. Antes de ruir, algumas pessoas pediam socorro no último andar. As chamas começaram no quinto andar, alastrando-se rapidamente para os níveis superiores. 

Comerciantes da região relataram correria nas ruas, com clientes deixando hotéis vizinhos às pressas. As testemunhas dizem que quebraram vidraças, espalhando-se rapidamente pelos andares e atingindo os prédios vizinhos.

"Eu estava em horário de serviço e escutei várias pessoas gritando, barulho de vidros caindo. Quando fui ver o que era, as ruas, que estavam desertas, ficaram cheias de pessoas desesperadas", disse o recepcionista Flávio Gabia, que trabalha em um hotel no Largo do Paissandu. Segundo ele, vários clientes deixaram o estabelecimento quando viram o incêndio. Um hotel ao lado dos edifícios em chamas também foi esvaziado e interditado.

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* Com Estadão Conteúdo