Gleisi: prisão política, que reedita os tempos da ditadura

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, disse que a decisão do juiz Sérgio Moro de expedir mandado de prisão contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quinta-feira, 5, reedita os tempos da ditadura militar. Para ela, Moro não esperou se esgotarem os prazos de recurso e está "armado de rancor e ódio".

"Violência sem precedentes na nossa história democrática. Um juiz armado de ódio e de rancor, sem provas e com um processo sem crime, expede mandado de prisão para Lula, antes de se esgotarem os prazos de recurso. Prisão política, que reedita os tempos da ditadura", disse por meio do Twitter.

Gleisi também publicou através de um vídeo em seu canal, convocando aliados e simpatizantes do ex-presidente, a se juntarem ao ato em São Bernardo:

"Hoje é um dos dias mais tristes para a democracia brasileira. Um dos dias mais tristes para os movimentos sociais, para o movimento sindical, para o povo brasileiro. O juiz Sergio Moro, la de Curitiba, sem esperar sequer o STF publicar a decisão de ontem, expediu um mandado de prisão para o presidente Lula, ele sequer deixou que esgotassem os recursos junto ao TRF-4. A ânsia desse juiz de perseguir e punir o presidente Lula é uma coisa inconcebível. Essa violência que estão cometendo com o presidente Lula é sem precedentes na nossa historia. Isso vai expor o brasil no cenário internacional, mas sobretudo é uma violência contra a democracia e contra o povo brasileiro. Nós estaremos juntos com o lula, ao lado dele, la em São Bernardo, no berço do PT, berço do novo sindicalismo, berço das grandes lutas sindicais e populares. Estaremos ao seu lado porque é de la que tiraremos a força para nossa luta, a força para nossa resistência. Quero convidar você que esta junto com o lula nessa caminhada, a estar com nós em São Bernardo".

Moro deu prazo até esta sexta-feira, 6, ao ex-presidente para ele se apresentar 'voluntariamente' à Polícia Federal em Curitiba, base da Operação Lava Jato. Em despacho desta quinta, 5, Moro estipulou a Lula que se apresente até às 17h.

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*com Estadão