Com exames de sangue 'muito alterados', Ortolan também pede liberdade

A defesa do ex-secretário de Educação de Americana (SP) Milton Ortolan, preso nesta quinta-feira, 29, na Operação Skala, que pegou os amigos do presidente Michel Temer (MDB), pediu sua liberdade por meio de habeas corpus. Milton Ortolan é braço direito do ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi, também capturado pela Polícia Federal durante a manhã na investigação sobre o Decreto dos Portos.

"O estado de saúde do requerente (Milton Ortolan), de 69 anos de idade, inspira cuidados. Recentemente, realizou exames de sangue e ultrassom, que detectaram índices de PSA muito alterados, além de aumento das dimensões da próstata, que demandam acompanhamento médico, inclusive com suspeitas de câncer de próstata", relatou a defesa no pedido de habeas.

Além de Ortolan e Wagner Rossi, foram presos o empresário e advogado José Yunes, o presidente da empresa Rodrimar, Antonio Celso Grecco, o coronel da PM reserva João Batista de Lima Filho, o coronel Lima.

O presidente Michel Temer (MBD) é um dos alvos da investigação e está sob suspeita de beneficiar a empresa Rodrimar na edição do decreto voltado ao setor portuário.

Segundo os advogados, "Milton Ortolan deixou a Companhia Docas do Estado de São Paulo (CODESP) há mais de dez anos, ainda no ano de 2008, não tendo qualquer relação com a recente edição do chamado Decreto dos Portos".

"Jamais poderia estar envolvido com um suposto esquema contínuo de concessão de benefícios públicos", afirmou a defesa.