Temer rejeita pedido do MPF para afastar vice-presidentes da Caixa

Procuradores apontam irregularidades e ingerência política no banco

O presidente Michel Temer não atendeu a uma recomendação do Ministério Público Federal (MPF), que pediu o afastamento e a troca imediata de todos os vice-presidentes da Caixa, alguns sob suspeita de irregularidades e ingerência política no banco.

Em resposta enviada ao MPF nesta segunda-feira (8), Temer afirma que o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, a quem o documento do banco foi endereçado, não tem competência a análise e que o tema cabe ao Ministério da Fazenda.

A recomendação foi também encaminhada à Caixa. Em resposta, o presidente do banco, Gilberto Occhi, que também é uma indicação política do PP, partido da base aliada do governo, afirmou que não há motivos para afastamento dos vice-presidentes, uma vez que estes aparecem em delações premiadas, mas não foram denunciados.

Em um dos trechos do documento, o Ministério Público Federal afirma que o ex-assessor de Temer e ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, réu por corrupção passiva na ação que apura pagamento de propina de executivos da J&F, teria procurado Gilberto Occhi e o vice-presidente Antônio Carlos Ferreira para tratar de interesses da empresa Rodrimar, que opera no Porto de Santos.