Temer desiste de reforma ministerial "ampla"

Apesar de o articulador do governo federal, senador Romero Jucá (PMDB-RR), ter anunciado na última terça-feira (14) que a reforma ministerial seria "ampla" e mudaria os titulares de 17 das 28 pastas, o presidente Michel Temer desistiu da mudança.

A reforma atingiria não apenas o PSDB, que tem quatro pastas no governo e está dividido entre deixar ou não a base aliada, mas também os partidos do chamado "Centrão" que integram a Esplanada dos Ministérios.

Para evitar atritos, justamente no momento em que Temer precisa de apoio da base aliada no Congresso Nacional para votar alguns pontos da reforma da Previdência, a reforma ministerial já está sendo chamada de "mini-reforma" e não deve desalojar do governo representantes de partidos médios.

A reforma, que já estava prevista pelo Palácio do Planalto, foi impulsionada na última segunda-feira (13), com o pedido de demissão de Bruno Araújo, deputado do PSDB e que estava à frente do Ministério das Cidades.

Diante do impasse do PSDB, que ainda possui três ministérios, sobre sair ou não do governo, e com o aumento da pressão do "Centrão" para Temer destituir os tucanos (que foram os mais infiéis na votação da segunda denúncia contra Temer na Câmara), o Planalto poderá manter Antônio Imbassahy (PSDB) da almejada pasta da Secretaria de Governo para outro ministério.

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