Deputados vão à PGR pedir informações sobre investigação de obras do Rodoanel

Representantes da bancada estadual do PT em São Paulo vão à Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília, na próxima semana, para pedir esclarecimentos sobre o andamento de denúncias contra o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o senador José Serra (PSDB-SP), no âmbito das obras do Rodoanel. O custo inicial do anel viário metropolitano era de R$ 10 bilhões, mas passou para R$ 26 bilhões.

Segundo o deputado José Américo (PT), Alckmin e Serra foram "esquecidos" pelo então procurador-geral da República Rodrigo Janot. Nas delações de executivos da Odebrecht, o engenheiro Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, é apontado como elo entre a empreiteira e recursos destinados a políticos do PSDB.

"E vejam vocês que as acusações contra a dupla tucana não se limitam aos repasses polpudos de Paulo Preto. Serra, de sua parte, conhecido na lista da Odebrecht como 'Careca', recebeu R$ 30 milhões de reais numa conta na Suíça, o que já foi admitido até pelo seu tesoureiro de campanha. E o governador Geraldo Alckmin, apelidado de "Santo" no propinoduto da Odebrecht, teria recebido R$ 10 milhões, por intermédio de seu cunhado, segundo afirmaram delatores da empreiteira", questiona o deputado petista, citando ainda um suposto repasse de R$ 100 milhões para Paulo Preto durante a gestão de Serra no governo de São Paulo.

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Paulo Preto foi diretor da empresa de Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa) no governo de Serra e, segundo o operador financeiro Adir Assaf, preso na Operação Lava Jato, teria recebido R$ 100 milhões. O Rodoanel e a ampliação da marginal Tietê, na capital paulista, são projetos administrados pela Dersa, ligada ao governo estadual.

O projeto do Rodoanel , que teve início há quase 20 anos e cuja previsão de entrega da obra é para 2018, está no alvo de investigações do Ministério Público de São Paulo e da Procuradoria-Geral da República por suspeitas de superfaturamento.

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