Fundo Société Mondiale critica credores que pedem falência da Oi: "Serão derrotados"

O Fundo Société Mondiale divulgou comunicado nesta sexta-feira (27) no qual destaca os investimentos na Oi e critica "a invenção espalhada por uma barulhenta minoria de fundos abutres, especializados em sufocar governos nos seus momentos de crise." A nota destaca que credores estão pedindo, "insistentemente, a falência e bancarrota da Oi na Justiça". "Tentam manipular o governo a intervir e desrespeitam as leis do Brasil. Serão derrotados."

Veja a nota:

COMUNICADO FUNDO SOCIÉTÉ MONDIALE  

O fundo Société Mondiale investiu na Oi S.A. a partir de 2015, acreditando no seu enorme potencial de recuperação. A Companhia atravessava um período difícil, mas desde então só fez se fortalecer. Sua operação melhorou em todos os indicadores, desde a prestação dos serviços fixo, móvel, banda larga e TV e atendimento ao consumidor. Sua posição financeira praticamente dobrou, chegando a cerca de R$ 8 bilhões. O momento de superação dessa fase está muito próximo, e o SM tem a convicção de que o Plano de Recuperação Judicial, apresentado pela Oi e protocolado na Justiça, será aprovado em Assembleia Geral de Credores e permitirá o retorno da empresa a seu devido lugar: a liderança do ranking das empresas de telecomunicações do país. 

O Plano é o resultado de mais de 10 meses de estudos e negociações entre Credores e a Oi. Permitirá a diminuição drástica do seu endividamento, reduzindo R$ 30 bilhões de sua dívida, saindo de cerca de R$ 65 bilhões para menos de R$ 35 bi, e o remanescente será de longo prazo e com carência. 

A Oi também terá uma capitalização de R$ 9 bilhões, dos quais R$ 6 bilhões de injeção de dinheiro novo e R$ 3 bilhões em conversão de dívida em capital. Considerando a posição atual de R$ 8 bilhões, a Oi será uma das companhias mais robustas do país, com um caixa em torno de R$ 14 bilhões. A Oi poderá aumentar seus investimentos em 30% a mais em relação aos anos anteriores, prova de uma nova realidade financeira e operacional. 

O Plano também oferece tratamento justo para as empresas que sempre apoiaram a Oi por meio de financiamentos e prestação de serviços, e ainda contará com a entrada para o capital da Companhia daqueles credores que se dispuserem a participar. No final, os credores financeiros terão uma participação entre 50% e 60% da Oi recuperada, enquanto os atuais acionistas serão diluídos para uma participação de 40%, porém de uma Oi forte. 

No contexto de recuperações judiciais no Brasil, o da Oi será um exemplo de uma Companhia que conseguiu se reerguer de forma robusta. Temos convicção de que a Assembleia de Credores, marcada para o dia 10 de novembro, será exitosa. Mais de 25 mil credores já fecharam acordos com a Oi e uma parcela significativa dos investidores de bonds estrangeiros já se dispôs a participar desta capitalização recorde de R$ 6 bi da Oi. 

Os créditos públicos (Anatel/AGU) serão objeto de proposta a ser apresentada pelo grupo de trabalho criado pelo Exmo. Sr. Presidente da República, Michel Temer, sob a coordenação da Advogada-Geral da União, Ministra Grace Mendonça. As agências exportadoras de crédito e os bancos brasileiros terão preservado o valor original dos seus créditos, acrescido de juros. 

Estas são evidências que refutam a invenção espalhada por uma barulhenta minoria de fundos abutres, especializados em sufocar governos nos seus momentos de crise (como a Argentina e Porto Rico) e lucrar ao pedir a quebra das empresas em que eles abordam, inclusive como fazem atualmente com a Petrobras. Esses mesmos credores estão pedindo, insistentemente, a falência e bancarrota da Oi na Justiça. Tentam manipular o governo a intervir e desrespeitam as leis do Brasil. Serão derrotados.

Temos confiança plena de que chegaremos a um acordo que atenda às demandas da Anatel e dos bancos públicos e preserve a solidez financeira e operacional da Companhia. A Oi será motivo de orgulho – para credores, acionistas, funcionários e os milhões de brasileiros beneficiados pelos seus serviços. 

FUNDO SOCIÉTÉ MONDIALE

ACIONISTA DA OI S.A.