Geddel recebeu R$ 1,2 milhão da JBS, empresa que ele favoreceu em esquema

Ex-ministro da Secretaria de Governo de Michel Temer, o baiano Geddel Vieira Lima (PMDB) recebeu R$ 1,2 milhão da JBS em sua campanha ao Senado em 2014. A JBS é uma das oito beneficiadas por Geddel no esquema de fraude dentro da Caixa Econômica, onde o ex-ministro atuava, em conjunto com o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB), o então vice-presidente do banco Fábio Cleto e o doleiro Lúcio Funaro para beneficiar algumas empresas.

Levantamento do site Poder360 mostra que a JBS fez seis doações em cheque, repassadas à campanha de Geddel pelo Diretório Estadual do PMDB na Bahia. O ex-ministro era e continua sendo o presidente do diretório que recebeu as doações da empresa.

Na última sexta-feira (13), Geddel foi alvo da Operação Cui Bono e teve os sigilos bancário, fiscal, telefônico, telemático e postal quebrados pela Justiça. A Polícia Federal investiga um esquema de fraudes na liberação de créditos junto à Caixa entre 2011 e 2013, época em que Geddel era vice-presidente de Pessoa Jurídica do banco. Dentre as empresas citadas como beneficiárias do esquema estão o grupo J&F (JBS), a BR Vias (pertencente ao Grupo Constantino e alvo da Operação Lava Jato), a Oeste Sul Empreendimentos Imobiliários, Digibrás, Inepar, Grupo Bertin, entre outras. Em troca, elas pagavam propinas.

>> Veja mensagens trocadas entre Geddel e Eduardo Cunha obtidas pela PF

>> Em mensagem, Funaro chama Geddel de 'porco folgado'

>> Geddel é sócio e primo de advogado que defende construtora de imóvel barrado

>> Geddel admite que tratou de projeto com Calero, mas nega pressão

>> Calero acusa Geddel de pressioná-lo para liberar obra

>> Líderes da base governista defendem Geddel em caso de Calero