Ex-senador colombiano é preso acusado de receber propina da Odebrecht

A Procuradoria-Geral da Colômbia informou neste sábado (14) que o ex-senador colombiano Otto Nicolás Bula foi detido no país por suspeita de suborno da Odebrecht. Bula, do governista Partido Liberal, é acusado de suborno e enriquecimento ilícito.

Esta foi a segunda autoridade presa no país por envolvimento com a Odebrecht. Na quinta-feira (12), o ex-vice-ministro dos Transportes da Colômbia Gabriel García Morales foi preso por suspeita de ter recebido US$ 6,5 milhões da empreiteira brasileira em um esquema de corrupção relacionada a uma obra no país em 2009. 

Com isso, García Morales se tornou o primeiro político de alto escalão do país envolvendo a Odebrecht no Brasil e no exterior nos últimos 15 anos, período no qual a empreiteira teria desembolsado cerca de US$ 1 bilhão em 12 países para assumir projetos, entre eles em Angola, na Argentina,  no Brasil, na Colômbia, República Dominicana, no Equador,  na Guatemala,  no México, em Moçambique,  no Panamá, Peru e  na Venezuela.

Na Colômbia, a Odebrecht teria pago cerca de US$ 11 milhões em propinas a funcionários do governo para conseguir contratos de construção civil entre 2009 e 2014. "A Procuradoria tem evidências de que García exigiu o pagamento de US$ 6,5 milhões para garantir que a Odebrecht fosse a única empresa habilitada para a licitação do trecho dois da Rota do Sol, excluindo outros competidores", disse a acusação.

Ele, que era responsável pelo Instituto Nacional de Concessões à época, deve ser denunciado por corrupção passiva, enriquecimento ilícito e prevaricação. Gabriel García Morales foi vice-ministro dos Transportes do governo do de Álvaro Uribe (2002-2010).

A investigação está na fase inicial e pode trazer à tona novos casos de corrupção com outros servidores do país que receberam pagamentos ilícitos da empreiteira brasileira. O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, pediu que o Ministério Público acelere as investigações sobre os eventuais subornos.

"Necessito que investiguem se alguém do meu governo recebeu suborno para poder metê-lo na cadeia o mais rápido possível", disse o mandatário, que admitiu ter se encontrado com o presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, na Cúpula das Américas, em 2015, no Panamá, em uma reunião com investidores.

Com Ansa

Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade.
Ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Saiba mais