Boulos: vidraças quebradas da Fiesp são nada diante dos danos da PEC 55 ao povo

Protesto contra decisão do Senado e governo Temer ocorreu nesta terça-feira (13)

O coordenador do MTST, Guilherme Boulos, destaca que os dados provocados pela manifestação em frente ao prédio da Fiesp, que resultou na quebra das portas de vidro da entrada do prédio da instituição, na Avenida Paulista, durante ato em repúdio à aprovação da PEC 55 no Senado, são "nada perto do que estão fazendo contra o povo trabalhador do país".

"É preciso saber quem é a Fiesp. O que a Fiesp tem feito contra o povo brasileiro no último período. A Fiesp patrocinou este golpe assim como já tinha patrocinado o golpe militar de 1964. A Fiesp foi quem bancou inclusive essa PEC que congela investimentos sociais do povo brasileiro, defende perda de direitos trabalhistas, defende a reforma da previdência, defende a destruição do povo brasileiro." 

"A Fiesp é contra o povo brasileiro. Por isso o nosso entendimento é que algumas vidraças quebradas não são nada perto do dano que eles tão fazendo ao povo trabalhador desse país", completou Boulos.

Manifestantes ocuparam a Avenida Paulista na noite desta terça-feira (13) para protestar contra a aprovação da PEC que limita o teto dos gastos públicos e pedir a saída do presidente Michel Temer. A marcha, que saiu da Praça do Ciclista, seguia pacífica pela Avenida Paulista, mas quando chegou em frente à sede da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), um grupo de manifestantes forçou os portões e conseguiu entrar no local, por volta de 19h50.

Depois de passar pelos portões, munidos de pedras e outros objetos, os manifestantes quebraram os vidros de entrada do prédio. Eles também soltaram rojões na fachada do edifício. 

Após o episódio, a manifestação seguiu em caminhada pela avenida no sentido Paraíso, de forma pacífica. O protesto foi encerrado no quarteirão seguinte da Avenida Brigadeiro Luís Antônio, por volta das 20h30, quando começou a dispersão.

Os manifestantes gritavam palavras de ordem e pediam a saída do presidente Temer. Eles carregavam faixas e cartazes com mensagens como "Fora Temer" e "Diretas Já".

Duas mulheres foram detidas na Avenida Paulista e levadas ao 78º Distrito Policial. Uma menor de idade foi apreendida e uma maior de 18 anos foi presa, segundo informações da Polícia Militar (PM).

Em nota, a Fiesp disse que seu prédio foi alvo de um ataque criminoso. O texto diz que “vândalos dispararam dezenas de pedras e rojões contra o edifício, colocando em risco funcionários da Fiesp, do Sesi [Serviço Social da Indústria] e do Senai [Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial] que saíam do local, além de frequentadores do Centro Cultural Fiesp”. “A Fiesp lamenta profundamente o episódio. E lamenta ainda mais que uma minoria violenta ainda acredite que a depredação seja uma maneira razoável de manifestar posições políticas ou ideológicas”, diz a nota.