Após pressão do centrão, Temer adia escolha para Secretaria de Governo

Nome do tucano Antonio Imbassahy  chegou a ser apontado como futuro titular da pasta

Após forte repercussão em torno da escolha do líder do PSDB na Câmara, deputado Antonio Imbassahy (BA), para o comando da Secretaria de Governo, o presidente Michel Temer decidiu, na noite desta quinta-feira (8), adiar a decisão de definir o nome que substituirá Geddel Vieira Lima.

Mas Temer teria se incomodado com o vazamento da informação de que o PSDB queria aumentar a relevância da pasta, incluindo o relacionamento com governadores e a negociação de dívidas estaduais. 

Na Câmara, a escolha também teria contrariado deputados do chamado "centrão", já que a indicação de Imbassahy fortaleceria a reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para presidente da Casa, já que o tucano ficaria fora da disputa.

Vários partidos da base governista, especialmente do “centrão”, também têm intenção de lançar candidatos na disputa pela presidência da Casa, e têm pressionado para que o Planalto não interfira no processo eleitoral.

Como precisa aprovar no Congresso propostas que exigem um apoio amplo, como a reforma da Previdência, o Planalto avaliou que era melhor negociar com mais calma a escolha do novo secretário de Governo.

Agora, Temer estaria cogitando nomes como os dos tucanos José Anibal (SP) e Antonio Anastasia (MG).