Temer, Maia e Renan tentam mostrar rejeição a anistia do Caixa 2

Michel Temer (PMDB), o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), convocaram uma entrevista coletiva para o início da tarde deste domingo (27), em Brasília, para tentar mostrar posicionamento contrário à anistia do caixa 2, de acordo com informações do blog de Cristiana Lôbo.

O governo quer passar a mensagem de que não aceita a anistia à prática de caixa 2. Na última semana, o presidente da Câmara teve reunião de madrugada com deputados, cuja intenção seria articular um substitutivo contrário ao que havia sido aprovado na véspera, para anistiar o caixa 2. A movimentação gerou polêmica e críticas. 

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Maia se reuniu com Temer no Palácio do Jaburu neste sábado (26), em Brasília, e afirmou que a votação no plenário não teria emenda relacionada à anistia. “Não haverá nada que venha a anistiar nenhum tipo de crime. Não haverá nenhum texto que irá anistiar ninguém de corrupção ativa, corrupção passiva, peculato ou lavagem”, alegou.

O caixa 2 eleitoral está em debate na Câmara dos Deputados, com o Projeto de Lei (PL 4.850/16). A criminalização da prática foi incluída no texto do relator Onyx Lorenzoni (DEM-RS). Na quarta-feira (23), Lorenzoni e o presidente da comissão especial que analisou o PL, deputado Joaquim Passarinho (PSD-PA), divulgaram uma nota em que manifestaram repúdio contra uma suposta manobra para tentar anistiar a prática de caixa 2.

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse na quinta que não vê brechas para uma anistia ao caixa 2 praticado antes da possível aprovação desta lei. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que há "forçação na expressão anistia de caixa 2". 

Os procuradores da força-tarefa que investiga os crimes apurados no âmbito da Operação Lava Jato também manifestaram preocupação com a hipótese de o Congresso Nacional aprovar mudanças legislativas que, para eles, ameaçam o combate à corrupção.

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