Polícia invadiu escola do MST atirando, afirma coordenador do movimento

Agentes fizeram operação na Florestan Fernandes, em São Paulo

A polícia de São Paulo fez uma operação na manhã desta sexta-feira (4) na escola nacional Florestan Fernandes (ENFF), centro de educação e formação público idealizado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Cerca de 10 viaturas da polícia civil e militar invadiram a ENFF em Guararema, na Grande São Paulo, por volta das 9h30.

O coordenador nacional do movimento, João Paulo Rodrigues, afirmou que os policiais pularam a janela da recepção, invadindo a escola, que depois foi cercada. “Entraram atirando”. O relato divulgado pela página do MST no Facebook diz que os policiais “entraram atirando em direção às pessoas que se encontravam na escola. Os estilhaços de balas recolhidos comprovam que nenhuma delas são de borracha e sim letais.”

>> Veja o vídeo da invasão da escola

De acordo com o coordenador, havia cerca de 200 alunos na escola no momento da operação. Os policiais teriam recuado diante da ação de advogados. A invasão teria ocorrido sem mandado judicial. A polícia estaria procurando integrantes do movimento dentro da escola. A suspeita é de que um dos procurados estivesse no local.

Wagner Moura manifesta repúdio à ação da polícia na escola

Em vídeo publicado na página da escola do Facebook, o ator Wagner Moura manifestou repúdio à ação da polícia na ENFF. “Se alguém tinha dúvidas de que o Brasil vive um estado de exceção, um estado policialesco, a invasão da escola Florestan Fernandes pela polícia é uma demonstração covarde de truculência, típica de regimes de exceção.”

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