'Clarín': Combate ao tráfico de drogas reunirá ministros da região em Brasília

Encontro deve se realizar dia 8 de novembro com ministros de 6 países da América do Sul

Matéria publicada nesta quinta-feira (6) pelo Clarín conta que as estratégias para combater a problemática serão discutidas por iniciativa dos ministros das Relações Exteriores, José Serra, e da Defesa, Raul Jungman, além do ministro Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sergio Etchegoyen. Da Argentina, irá a ministra de Segurança, Patricia Bullrich, que talvez seja uma das poucas do governo de Macri a falar – ou pelo menos arranhar bem, o português.

Segundo a reportagem a reunião já vinha sendo organizada há alguns meses, mas por questões de agendas dos ministros em seus países somente nos últimos dias foi agendada a data do dia oito do mês que vem. Além do tráfico de drogas, os ministros abordarão a questão do contrabando na região. Até esta quinta-feira, os ministros que estariam praticamente confirmados seriam do Paraguai, do Uruguai, Chile, Bolívia e Argentina, além do Brasil. 

O Clarín afirma que até o momento, ministros da Colômbia e Peru, que estão entre os maiores produtores de drogas, não participariam do encontro. Oficialmente, por questões de agenda, segundo fontes do governo. Segundo uma fonte de Brasília, assim como a abertura do comércio, a questão das drogas e das fronteiras passou a ser “obsessão” principalmente do ministro Serra.

O jornal argentino acrescenta que na próxima semana os ministros da Defesa do Brasil, Raul Jungman, e da Argentina, Julio Martinez, terão novo encontro – o terceiro este ano -, paralelamente à reunião de ministros da Defesa das Américas, em Trinidad Tobago, segundo informaram assessores do governo brasileiro. 

Clarín destaca que Jungman tem defendido a maior sintonia na vigilância e prevenção na região de fronteira. Ele costuma lembrar que o Brasil tem uma das maiores fronteiras do mundo e se não forem realizadas ações conjuntas para combater problemas comuns - como também o tráfico de armas - não terão chances, diz, de serem resolvidos.