'Clarín'; Com visita, Temer pretende “destravar” acordos com a Argentina

Reportagem afirma que presidente brasileiro visita país vizinho nesta segunda-feira (3)

Matéria publicada nesta segunda-feira (3) pelo Clarín diz que Michel Temer deverá passar cerca de cinco horas em Buenos Aires para a primeira visita bilateral desde que assumiu a Presidência, definitivamente, há um mês. O comércio bilateral em queda (mais de 40% entre 2011 e 2016, segundo a consultoria Abeceb, de Buenos Aires) é uma das preocupações dos dois governos. Em números, o comércio caiu de quase US$ 40 bilhões em 2011 para menos de US$ 30 bilhões. 

A reportagem conta que com Brasil e Argentina em recessão, a expectativa de analistas econômicos é que as barreiras comerciais comecem a ser reduzidas (mas existe resistência de setores empresariais argentinos) e que as duas economias mostrem sinais de reativação em 2017, influenciando o comércio bilateral. Apesar de o comércio ser um dos pilares da relação, outros temas devem ser abordados como o interesse de empresários brasileiros de investirem na Argentina – depois da visita de uma missão empresarial da Confederação Nacional da Indústria (CNI) recentemente, outro grupo de investidores brasileiros desembarcaria em Buenos Aires em novembro, segundo fontes do governo brasileiro.

Mas Temer e Macri devem falar principalmente sobre política – o presidente brasileiro disse aos jornais argentinos Clarin e La Nación que sente “sintonia” com o colega argentino. Especula-se que o Mercosul e a Venezuela poderiam ser temas abordados.

Nos bastidores, assessores de Brasília afirmam que apesar da “amizade” entre os governos anteriores, medidas ficaram paradas “travando” a relação bilateral, conta o Clarín.

O jornal argentino analisa que verificar as medidas que ficaram na gaveta nos últimos tempos foi motivo de visitas recentes de ministros argentinos ao Brasil e de brasileiros na Argentina. Temer estará com os ministros das Relações Exteriores, José Serra, da Defesa, Raul Jungman, e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, entre outros.

D acordo com o Clarín os dois presidentes devem almoçar juntos na residência presidencial de Olivos, a cerca de duas horas do centro de Buenos Aires.

Assim que foi eleito, Macri viajou para Brasília, ainda no governo de Dilma Rousseff, para enfatizar, disse ele, a importância do Brasil para a Argentina.

Ele tem dito que seja qual for o presidente brasileiro, a Argentina o considerará “importante” para a fluidez da relação bilateral. O Brasil é o principal parceiro econômico da Argentina.

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