Eleição para presidente da Câmara deve ficar para esta quarta-feira

Depois de reviravoltas, deputados podem acertar nesta segunda-feira (11) a data definitiva para eleição do sucessor de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na presidência da Câmara. Negociações travadas por telefone e em reunião entre alguns parlamentares na tarde de domingo (10) sinalizam para a votação na próxima quarta-feira (13). A data era defendida, desde o anúncio da renúncia de Cunha, pelo primeiro secretário da Mesa Diretora, Beto Mansur (PRB-SP) que argumentava ser o dia tradicionalmente mais cheio da Casa, garantindo quórum para que o pleito fosse realizado.

Mansur liderou as conversas deste domingo. Primeiro fez o contato com o presidente interino da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA), que queria a eleição na quinta-feira (14). Com sinais positivos da parte de Maranhão, Mansur partiu para a conversa com líderes, entre eles, André Moura (governo), Rogério Rosso (PSD) e Jovair Arantes (PTB). O deputado Giacobo (PR-PR), segundo vice-presidente da Câmara, também participou do encontro que acabou convencendo parlamentares que defendiam eleições na terça-feira (12) a esperar um dia a mais. Neste grupo estão PMDB, PEN, PTB, PSC, PP, PTN, PR, PRB, PV, PHS, SD, Pros e PSL.

Apesar de otimista, Mansur segue cauteloso em relação ao possível fim dos impasses. “Acho que convenci todo mundo. Vamos fazer uma reunião da Mesa às 15h de hoje para homologar esta decisão”, afirmou. No encontro também serão discutidos o tempo de fala de cada candidato e o intervalo entre o primeiro e segundo turnos, considerando que o número de candidatos deve levar a disputa a duas fases. “Precisamos definir, até para quem for para o segundo turno poder compor com outros partidos o apoio”, explicou.

Com manobras e articulações, deputados disputam vaga para sucessão de Cunha

No dia seguinte à renúncia de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da Presidência da Câmara, já surgem mais de dez nomes como possíveis candidatos à sua sucessão. Esta sexta-feira (8) tem sido de grandes articulações e alianças para a definição dos nomes, que deverão ser votados na próxima quinta-feira (14).

O líder do PSD Rogério Rosso surge como nome mais cotado. Alinhado ao centrão, ele contaria ainda com a preferência do Planalto. 

Contudo, as bancadas de deputados do PT, do PSDB, do PSB e do Psol formaram uma aliança informal para encontrar um candidato de consenso para a Presidência da Câmara e barrar a candidatura de Rogério Rosso, visto como aliado de Cunha.

O deputado Rodrigo Maia (DEM) também estaria na disputa pela presidência da Casa. Suas ligações familiares com o secretário-executivo do Programa de Parceria em Investimentos, Moreira Franco, um dos homens de confiança do presidente interino Michel Temer (Maia é casado com Patrícia Vasconcellos, enteada de Moreira Franco), também o deixam próximo ao Planalto.

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O deputado Carlos Manato (Solidariedade-ES) já registrou candidatura nesta sexta-feira (8). Após a renúncia de Cunha, os deputados Marcelo Castro (PMDB-PI), Fausto Pinato (PP-SP) e Carlos Henrique Gaguim (PTN-TO) também entraram oficialmente na disputa.

Também estariam se candidatando, ainda não oficialmente, Fernando Giacobo (PR), José Carlos Aleluia (DEM), Beto Mansur (PRB), Julio Delgado (PSB), Cristiane Brasil (PTB), Marcelo Castro (PMDB), Antonio Imbassahy (PSDB) e Osmar Serraglio (PMDB).

Com Agência Brasil