'NYT': Brasil enfrenta epidemia de violência homofóbica

Jornal norte-americano afirma que é o país mais mortal para as minorias sexuais

Matéria publicada nesta quarta-feira (6) no jornal norte-americano The New York Times, desmascara a ideia de que o Brasil é um país tolerante, com gente de mente aberta e liberal. 

Em um longo editorial, o NYT cita ao menos cinco casos de grande repercussão sobre violência contra grupos de minorias sexuais, como gays, lésbicas, transexuais e transgêneros. Em uma nação aparentemente acostumada à criminalidade e mortes brutais, destacam-se as vítimas que não foram sequer roubadas, onde todos os mortos eram homossexuais e a polícia raramente identificar quaisquer suspeitos. 

Enquanto os americanos têm respondido ferozmente ao massacre acontecido no mês passado em uma boate gay em Orlando, os brasileiros têm se confrontado com a sua própria epidemia de violência homofóbica, que segundo algumas pesquisas, já apontam o Brasil como o lugar mais mortal do mundo para lésbicas, gays, bissexuais e pessoas trans, alerta o artigo do The New York Times.

Cerca de 1.600 pessoas morreram em ataques motivados pelo ódio nos últimos quatro anos e meio, de acordo com o Grupo Gay da Bahia, que acompanha as mortes através de artigos e notícias. Pela sua estatística, um gay ou transexual é morto por dia neste país de 200 milhões, acrescenta o NYT.

"E estes números representam apenas a ponta do iceberg da violência e derramamento de sangue", disse Eduardo Michels, gerente de dados do grupo, acrescentando que a polícia brasileira, muitas vezes omite, ou arquiva relatórios de homicídios relacionados a minorias sexuais.