'Bloomberg': Empresas dos EUA recompram US$ 52 bi em ações após Brexit

Por trás de outro salto épico das ações dos EUA estava a mais antiga amiga do bull market:

Matéria publicada pela Bloomberg nesta quarta-feira (6), analisa que por trás de outro salto épico das ações dos EUA estava a mais antiga amiga do bull market: a recompra de ações. As empresas americanas anunciaram US$ 52 bilhões em recompras apenas na semana passada, após o Federal Reserve aprovar os planos de capital para 33 empresas financeiras, segundo dados compilados pela Birinyi Associates. Isso elevou o total de recompras em junho para mais de US$ 65 bilhões, maior total desde fevereiro. A cascata de anúncios veio em um momento em que o índice S&P 500 estava eliminando um prejuízo que subiu para mais de 5 por cento depois que o Reino Unido decidiu, em referendo, deixar a União Europeia.

Segundo a reportagem da Bloomberg, o voto de confiança do Fed à capacidade dos bancos americanos de resistir a um choque econômico severo abriu o caminho para que empresas maiores como Morgan Stanley e Bank of America anunciassem, na semana passada, recompras de ações planejadas. As recompras têm sido uma fonte primária de otimismo para o segundo bull market mais longo da história — um pilar de força que o Fed tem se mostrado feliz em alimentar com uma política monetária dovish.

“Foi útil para o mercado, após o Brexit, que todos aqueles anúncios tenham vindo na semana passada”, disse John Carey, gerente de fundos da Pioneer Investment Management em Boston, que administra cerca de US$ 230 bilhões. “O banco central sinalizou que fará o possível para apoiar os mercados mantendo a oferta de crédito barato e a atividade de aquisição de títulos”.

De acordo com o texto da Bloomberg, o retorno das recompras de ações pode ajudar a diminuir ou até mesmo eliminar a queda registrada no início do ano. Nos quatro primeiros meses de 2016 as recompras anunciadas foram 38 por cento menores que no mesmo período do ano passado. O S&P 500 caiu 3,6 por cento em 24 de junho, o primeiro dia de negociação após a decisão do Reino Unido, em referendo, de deixar a UE. O prejuízo daquela sexta-feira foi seu maior declínio diário desde agosto. O índice de referência caiu mais 1,8 por cento na segunda-feira seguinte antes de inverter a tendência e subir quatro pregões seguidos até o fim da semana. A alta de 5,1 por cento do indicador no período o deixou novamente a 0,5 por cento de onde estava antes do referendo do Brexit. O JPMorgan anunciou US$ 10,6 bilhões em recompras de ações, maior volume entre as empresas financeiras na semana passada, segundo dados da Birinyi Associates. O Citigroup autorizou US$ 8,6 bilhões em recompras e o Bank of America e o Morgan Stanley disseram que farão recompra de mais de US$ 3,5 bilhões cada.