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Gilmar Mendes justifica possível cassação de Dilma e absolvição de Temer

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, citou nesta segunda-feira (6) uma jurisprudência de um caso do governo de Roraima que sinaliza para uma possível absolvição do presidente interino Michel Temer, no julgamento da ação que pede a cassação da chapa Dilma-Temer.

Segundo o presidente do tribunal, o ex-governador de Roraima Ottomar Pinto era julgado por crime eleitoral, mas morreu durante o processo. Seu vice assumiu o governo e foi inocentado. Segundo o tribunal, o responsável pelas contas seria o titular da chapa.

"Essa é uma pista que se tem dessa matéria, mas será um novo caso, com novas configurações", disse o ministro.

Antes disso, Gilmar havia dito que o TSE não separa as contas de presidente e vice, e que "a responsabilidade recai sobre os dois (Dilma e Temer), mas que "agora se coloca uma nova questão: num cenário que o impeachment venha a ser aceito, aí o processo teria que tramitar contra ele, não mais contra a presidente Dilma", afirmou.

A ação no TSE é de autoria do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e argumenta que a campanha eleitoral de 2014 recebeu dinheiro de empresas envolvidas no esquema de corrupção da Petrobras, que desencadeou a operação Lava Jato.