'NYT' critica lista de minstros de Temer  sem mulheres, negros e homossexuais

Jornal norte-americano prevê uma perigosa tendência ao conservadorismo 

O principal jornal dos EUA publicou nesta sexta-feira (13) uma matéria onde critica ferozmente as escolhas do presidente interino do Brasil, Michel temer, que assumiu o cargo nesta quinta-feira 912), após a aprovação pelo Senado, do afastamento da presidente Dilma.

Em um extenso texto, o NYT comenta que serão somente homens, brancos e heterossexuais, que comandarão os ministérios anunciados por Michel Temer, do PMDB. 

O jornal americano destaca que na lista divulgada pela assessoria de imprensa da vice-presidência, não há negros, homossexuais ou qualquer tipo de minoria. Outro aspecto que mostra a falta de diversidade nos nomes escolhidos para a Esplanada é a ausência de mulheres. A última vez que um presidente deixou as mulheres de fora do governo foi na ditadura militar, durante o governo Geisel (1974-1979).

"O governo de Temer está começando bem", disse Silas Malafaia, um evangélico em programa de televisão. Ele é autor de livros best-sellers como "Como Derrotar Estratégias de Satanás", ressalta O The New York Times.

"Ele será capaz de varrer a ideologia da esquerda patológicas," acrescentou Silas Malafaia, escolhido por temer como ministro da Educação.

O The New York Times finaliza afirmando que entre os nomes escolhidos por Temer, estão o de José Serra, assíduo defensor da partilha do Pré-Sal com empresas estrangeiras, para as Relações Exteriores ou ainda o de Alexandre de Moraes, secretário de Segurança Pública de São Paulo conhecido pela postura pouco tolerante com manifestações e movimentos sociais, para o ministério da Justiça.

Entre as mudanças, estão também a extinção de ministérios. O da Cultura, por exemplo, deixará de ser independente e passa a integrar a pasta da Educação.

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> > > The New York Times