Antes de viagens para condenar “golpe”, Dilma vai a Porto Alegre nesta sexta

A presidenta afastada Dilma Rousseff deve viajar nesta sexta-feira (13) a Porto Alegre, cidade onde moram sua filha e netos.

Por volta de 12h30, após fazer dois discursos em que disse estar sendo injustiçada e vítima de um “golpe”, ela se despediu dos manifestantes que foram ao Palácio do Planalto e se dirigiu ao Palácio da Alvorada, residência oficial e onde continuará morando até que o Senado julgue se ela cometeu crime de responsabilidade ou não.

Nas próximas semanas, a presidenta afastada pretende viajar pelo Brasil e exterior para continuar denunciando o processo de impeachment que a afastou hoje (12) por até 180 dias.

Após ser notificada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, ela terá prazo de 20 dias corridos para apresentar sua defesa. Nesta tarde, o presidente interino, Michel Temer, deu posse aos novos ministros do governo e fez um pronunciamento em que declarou “respeito institucional” a Dilma.

Dilma: Punição sem crime é a "maior das brutalidades" contra o ser humano

Dilma fez na manhã de quinta-feira (12) um pronunciamento à imprensa em que classificou o processo contra ela de "impeachment fraudulento". Cercada por dezenas de ex-ministros, parlamentares e servidores do Palácio do Planalto, Dilma alertou que o que está em jogo no país não é apenas o mandato que conquistou nas urnas, é o respeito à vontade soberana do povo e à Constituição.

Dilma Rousseff admitiu que pode ter cometido erros, mas que não cometeu crimes e que está sofrendo injustiça, a "maior das brutalidades que pode ser cometida".

"Não cometi crime de responsabilidade. Não tenho contas no exterior, jamais compactuei com a corrupção. Esse processo é frágil, juridicamente inconsistente, injusto, desencadeado contra pessoa honesta e inocente. A maior das brutalidades que pode ser cometida por qualquer ser humano: puni-lo por um crime que não cometeu", disse.

Com Agência Brasil