Collor lembra processo de 1992 e critica presidencialismo em 'ruínas'

O senador Fernando Collor (PTC-AL), que em 1992 foi afastado da presidência da República por um processo de impeachment, apontou o presidencialismo como um "sistema em ruínas" que envergonha a classe política e gera crises recorrentes como a que resultou no pedido de afastamento de Dilma Rousseff.

Ele lembrou que seu processo foi muito mais rápido, o que limitou o exercício de seu direito de defesa, e, apesar de ter sido declarado inocente pelo Supremo Tribunal Federal (STF), não recebeu reparação nem devolução de seus direitos políticos. Na opinião de Collor, o maior crime de responsabilidade de Dilma foi a “irresponsabilidade pelo desleixo com a política”, aprofundando a crise por meio do aparelhamento do Estado e da tentativa de obstrução da Justiça.

O senador frisou que sempre alertou a presidente sobre os erros que o governo cometia e que levaram à crise de hoje, mas sua experiência não teria sido levada em conta. Collor cobrou uma revisão do sistema de governo, avaliando que o presidencialismo "não tem recuperação" e está no fundo de 127 anos de crises.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, concordou com a necessidade de uma reforma política e uma revisão da Lei do Impeachment, que considera um fator de desestabilização