'The Intercept': Democracia do Brasil está sofrendo hoje um golpe

O jornalista Gleen Greenwald se refere a Temer como corrupto, neo liberal e inelegível

O site Intercept, do premiado jornalista Gleen Greenwald escritor e advogado americano, especializado em Direito Constitucional, morador do Rio de Janeiro, acaba de publicar nesta quarta-feira (11), um texto onde descreve o impeachment da Dilma Rousseff e a entrada de Michel Temer, como um golpe á democracia do Brasil, que passará a ser governado por um político corrupto, neo liberal e inelegível.

Vencedor em 2014 do prêmio Pulitzer por Serviço Público após a publicação de relatórios sobre vigilância dos governos dos EUA e do Reino Unido, conta que em 2002, quando o Partido dos Trabalhadores ascendeu à presidência, com Lula da Silva vencendo sobre o candidato do PSDB partido de centro-direita, os "mercados" ficaram indignados. O PT manteve-se no poder quando Lula, em 2006, foi reeleito em outra disputa com outro candidato do PSDB. 

A reportagem comenta que a oposição teve sua chance de se livrar do PT em 2010, quando Lula foi impedido por limites de mandato, de concorrer novamente, mas suas esperanças foram esmagadas quando sua sucessora Dilma Rousseff foi eleita com diferença de 12 pontos percentuais em relação ao mesmo candidato do PSDB candidato que perdeu para Lula em 2002. Em 2014, os inimigos do PT gastam quantias absurdas em suas campanhas para derrotá-la, acreditando que ela era vulnerável e que haviam finalmente encontrado um candidato perfeito do PSDB, mas perderam novamente.

Em suma, a PT ganhou quatro eleições nacionais diretas, sendo que a última ocorreu  ha apenas 18 meses. Seu adversário tentou, e falhou, nas urnas, em grande parte, devido ao apoio da PT entre as classes pobres e trabalhadoras do Brasil, acrescenta The Intercept.

A publicação sugere nesta matéria que a classe dominante e mais influente do país, incluindo empresas e mídias, pensa que tem o direito de ignorar a democracia por completo, explorando seus meios de comunicação para incitar mentiras e colocar no govenro um candidato que nunca seria eleito por conta própria, mas vai servir fielmente a sua agenda política e ideologia.

O artigo do Intercept destaca que Isso é exatamente o que o Brasil vai fazer hoje. O Senado brasileiro votará pelo impeachment da presidente eleita democraticamente duas vezes, e colocará em seu lugar o vice-presidente, que está sendo acusado por envolvimento em um esquema de corrupção, compra ilegal de etanol, além de ser profundamente impopular, com apenas 2% de apoio. Mas ele vai servir fielmente os interesses da elite do Brasil. 

De acordo com The Intercept, ele está planejando nomear funcionários da Goldman, Sachs e do FMI para executar a economia e instalar uma equipe totalmente não representativa, neoliberal, composta pelo mesmo partido que perdeu eleições diretas para o PT. 

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