Senadores articulam presidência do PMDB para Renan Calheiros

Linha sucessória da Executiva Nacional do partido estará no governo Temer

Peemedebistas liderados pelo senador Eunício Oliveira (CE) articulam a condução do presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), ao comando do PMDB. Atualmente, o partido tem Michel Temer como presidente licenciado e o senador Romero Jucá como presidente em exercício.

Com o possível afastamento da presidente Dilma Rousseff e Temer na Presidência da República por, no mínimo, 180 dias -- prazo para o Senado analisar e votar em caráter definitivo o impeachment --, Romero Jucá, que já vem articulando há algumas semanas a aliança dos partidos em torno do novo governo, terá papel de protagonismo no Planalto.

Na linha sucessória da Executiva Nacional do PMDB, Temer e Jucá são seguidos por Eliseu Padilha, segundo vice-presidente, mas que também participou das articulações para o novo governo de coalizão e deve integrar o núcleo duro de Temer.

Renan, de quem Temer vem tentando se aproximar para harmonizar a relação entre Executivo e Congresso Nacional, deu segurança ao PMDB para que o processo de impeachment não fosse interrompido, ao ignorar, por exemplo, a tentativa do presidente interino da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), de anular as sessões dos dias 15, 16 e 17 de abril que aprovaram o impedimento de Dilma.

A presidência do PMDB para Renan Calheiros, que deixa a liderança do Senado no início de 2017, seria mais uma tentativa do grupo de Temer de selar a paz com o Legislativo nesses próximos seis meses e esquecer as diferenças publicizadas entre os dois caciques peemedebistas.

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