PMDB faz contagem regressiva para afastamento de Dilma

"Falta pouco para unir o Brasil e fazer um governo sem rancor e sem ódio", afirma sigla

Além de ter o comando da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e da maioria das prefeituras do Brasil, o PMDB poderá assumir a Presidência da República já nesta sexta-feira (13), caso o Plenário do Senado decida afastar a presidente Dilma Rousseff por um prazo de 180 dias para julgar o processo de impeachment.

O partido, que já foi o mais importante da base aliada do governo federal e deteve o maior número de ministérios do Poder Executivo, agora faz contagem regressiva, na expectativa de que pelo menos 41 dos 81 senadores votem pela destituição provisória de Dilma.

Em sua conta oficial do Facebook, o PMDB afirmou que "falta pouco para unir o Brasil e fazer um governo sem rancor e sem ódio". Ao fundo da inscrição, há a foto do vice-presidente Michel Temer, que assume a chefia do Executivo, no caso de afastamento da presidente.

Nos últimos meses, a distância de Temer do Palácio do Planalto, que já era patente, ganhou novos contornos e culminou na ruptura mútua do governo com o partido. Dois episódios foram definitivos na já complicada relação. Em dezembro de 2015, Temer enviou uma carta a Dilma se queixando de que havia sido preterido em diversas situações. O conteúdo da correspondência chegou às mãos de alguns jornalistas minutos depois. Já em abril deste ano, um novo vazamento de um áudio lançou luz a um ensaio de Temer para eventual discurso de posse. O fato reforçou ainda mais a tese de "golpe" e "conspiração" dos governistas.

Nesta quarta-feira (11), está previsto o início da votação do relatório do impeachment, elaborado pelo senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), no Plenário do Senado. Após a votação, Dilma é comunicada do resultado em prazo de 48 horas. Em caso de aprovação do documento, ela já é afastada do cargo.