Rosso pede união do País ao abrir reunião da Comissão do Impeachment

O presidente da Comissão Especial do Impeachment, deputado Rogério Rosso (PSD-DF), pediu união e superação da crise política antes do início da votação do relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), favorável à abertura de processo contra a presidente Dilma Rousseff.

Rosso deu início à reunião falando da cerca que está sendo instalada no gramado em frente ao Congresso Nacional, destinada a separar os manifestantes contra e a favor do impeachment no dia da votação do parecer no Plenário da Câmara – previsto para sexta-feira.

“Hoje, vindo para cá, me deparei com o muro e cada vez que se ergue um muro se segrega um povo”, disse. “Esse não é o momento de se dividir o País ainda mais, não é hora de construir muros. É hora de união para superar a crise que separa o País”, continuou o presidente da comissão.

A cerca vai isolar o Congresso Nacional a partir de sexta-feira e o ingresso nas dependências da Câmara e do Senado só será permitia a parlamentares, autoridades, servidores e pessoas credenciadas. Hoje, com exceção dos parlamentares, para entrar no prédio todos tiveram que ser submetidos a detectores de metal.

Rosso também falou das diferenças entre o processo atual e o que levou à renúncia do ex-presidente Fernando Collor em 1992. “Hoje qualquer previsão de resultado é futurologia. Em 92 era difícil errar o resultado. Em 92 foram necessárias apenas quatro reuniões. Aqui já fizemos onze e, em respeito à democracia, fizemos audiências para esclarecer dúvidas.”

Por fim, Rosso leu a Oração de São Francisco, que tem versos como “Onde houver discórdia que eu leve a união” e “Onde houver erro que eu leve a verdade”.

Neste momento, o relator, Jovair Arantes, defende seu parecer. Em seguida será dada a palavra ao advogado geral da União, José Eduardo Cardozo.

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